Ontem respondi a uma entrevista para o Rio Metal Blog (Julho 2011). Não imaginei que seria postada tão rápido. Mas aí está:
http://riometal.blogspot.com/2011/07/entrevista-marcelo-barbosa-julho-2011.html
28 de julho de 2011
27 de julho de 2011
Letras 56
Ontem dei de cara com essa beleza aqui:
"É melhor escrever para si mesmo e não ter público do que escrever para o público e não ter a si mesmo."
Cyril Connolly
Quem me fez lembrar essa daqui:
"Tudo que não invento é falso."
Manuel de Barros
Que levou à essas daqui:
"É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez."
"Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas."
"O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito."
"Por pudor sou impuro."
"Do lugar onde estou já fui embora."
23 de julho de 2011
11 de julho de 2011
Coisa seríssima!
Esta pérola é coisa tão séria que me senti impelido a fazer um post rápido aqui, mesmo ainda tendo que cumprir duas horas de guitarra antes de dormir.
Quem gosta de verdade de cinema não pode passar sem ele. Enredo e direção preciosíssimos e de uma sensibilidade que poucas vezes vi. Entrou de cara pra minha lista de favoritos. Genial mesmo...
Abraços!
1 de julho de 2011
Produtos à venda
Exercitando o desapego... kkkkkkkkkkkkk
ESPs Eclise II - Japonesas
N.Zaganin - Serj 10 Anos HSS (Nova)
Corpo: Ash
Braço: Maple
Escala: Rosewood escalopada a partir do 12 traste nas cordas primas
Trastes: 24 Dunlop 6100
Marcação escala: Dots em abalone
Captador Braço: Tele Single N.Zaganin Vintage
Captador Meio: Tele Single N.Zaganin Vintage
Captador Ponte: Trembucker JB Seymour Duncan
Controles: 1 volume, 1 chave de 5 posições, 1 chave split trembucker
Ponte: Floyd Rose Gotoh
Tarraxas: Gotoh blindadas SGM 05
Cor: Preto translúcido
Preço: R$5600
ESPs Eclise II - Japonesas
- 22 extra-jumbo frets
- Mahogany body with carved quilted maple top
- Cutaway design for high fret access
- Set mahogany neck
- Rosewood fretboard
- Pickups: Active EMG-81 and EMG-60
- Gotoh tune-o-matic-style bridge with stop tailpiece
- Gotoh Magnum locking tuners
- 2 volume and 2 tone controls
- White binding on body, neck, and headstock
N.Zaganin - Serj 10 Anos HSS (Nova)
Corpo: Ash
Braço: Maple
Escala: Rosewood escalopada a partir do 12 traste nas cordas primas
Trastes: 24 Dunlop 6100
Marcação escala: Dots em abalone
Captador Braço: Tele Single N.Zaganin Vintage
Captador Meio: Tele Single N.Zaganin Vintage
Captador Ponte: Trembucker JB Seymour Duncan
Controles: 1 volume, 1 chave de 5 posições, 1 chave split trembucker
Ponte: Floyd Rose Gotoh
Tarraxas: Gotoh blindadas SGM 05
Cor: Preto translúcido
Preço: R$5600
Ibanez JEM Bsb (usada) R$6000 Outros Produtos à venda: Amplificador Orange Rocker 30 (Combo/usado) = R$5000 Cabeça Orange Thunderverb 200 (usado) = R$7000 Caixa Orange 4X12 Reta (usada) = R$3000 Caixa Orange 4X12 Angulada (usada) = R$3000 Pedal Wah Fulltone Clyde Deluxe = R$600 POD X3 Pro = R$ 2850 Microfone B2 Pro Profissional Condensador Behringer B-2 Pro = R$290 Placa de som Apogee Mini-Me (Funciona com Windows até o XP e com qualquer Mac) = R$2500 Novos Amplificador Orange Dual Terror = R$2500 Caixa Orange 2 X 12 = R$2100 Pedal Fulltone Fulldrive 2 Mosfet = R$600 Pedal Boss MT-2 Metal Zone = R$290 Pedal RC Booster (Xotics) = R$460 Pedal afinador Korg Pitch Black = R$390 Pedal afinador Korg Pitch Black + = R$500 Wah Dunlop Zakk Wyld = R$ 560 Wah Dunlop Cry Baby = R$ 420 Pedaleira GT-10 Boss = R$1750,00 Violão Taylor 210-E com hardbag original = R$2900 Violão Taylor 214-ce com hardbag original = R$3200 Microfone Audio Technica AT-4033/CL = R$1100 Interessados mandar email para: marcelogtr@gmail.com |
30 de junho de 2011
Letras 55
Vcs sabem... Adoro citações... ;)
"Nunca resisto a tentações, porque eu descobri que coisas que são ruins para mim não me tentam." George Bernard Shaw
"A vida nada mais é do que a competição para ser o criminoso e não a vítima." Bertrand Russel
"Acredito em sorte. Do contrário, como explicar o sucesso de pessoas das quais não gostamos?" Jean Cocteau
"Não podemos todos ser senhores." William Shakespeare
"Às vezes dou a mim mesma conselhos admiráveis, mas sou incapaz de segui-los." Lady Mary Wortley Montagu
"Conservo a justa medida das coisas até no absurdo." Carlos Drummond de Andrade
"Ontem salvei uma garota que estava para ser estuprada. Foi suficiente me controlar." Boris Makaresco
"Às vezes, eu tento ser modesto. Mas, aí começam a me faltar argumentos." Cassius Clay
"Nunca resisto a tentações, porque eu descobri que coisas que são ruins para mim não me tentam." George Bernard Shaw
"A vida nada mais é do que a competição para ser o criminoso e não a vítima." Bertrand Russel
"Acredito em sorte. Do contrário, como explicar o sucesso de pessoas das quais não gostamos?" Jean Cocteau
"Não podemos todos ser senhores." William Shakespeare
"Às vezes dou a mim mesma conselhos admiráveis, mas sou incapaz de segui-los." Lady Mary Wortley Montagu
"Conservo a justa medida das coisas até no absurdo." Carlos Drummond de Andrade
"Ontem salvei uma garota que estava para ser estuprada. Foi suficiente me controlar." Boris Makaresco
"Às vezes, eu tento ser modesto. Mas, aí começam a me faltar argumentos." Cassius Clay
"Eu não posso entender porque as pessoas têm medo de novas idéias. Eu tenho medo das velhas." John Cage
"É muito difícil ser levado muito a sério quando você vê o mundo do lado de fora." Thomas K. Mattingly II
"É impossível avaliar a força que possuímos sem medir o tamanho do obstáculo que ela pode vencer, nem o valor de uma ação sem sabermos o sacrifício que ela comporta."
"A pior solidão que existe é darmo-nos conta de que as pessoas são idiotas." Gonzalo Torrente Ballester
"Nada é mais perigoso do que uma idéia, se você só tem uma." Chartier
"Aquele que recebeu um favor deve recordar-se dele, o que fez um favor deve esquecer-se dele." Confúcio
"Moderação é coisa fatal. Nada tem feito mais sucesso do que o excesso." Oscar Wilde
"Há pessoas que falam mal de todos para inculcar que só elas prestam." Marquês de Maricá
"Atalho é, muitas vezes, o caminho mais rápido para um lugar aonde não vamos."
"Se torturarmos os dados suficientemente, eles confessarão tudo." Ronald Coase
"Qualquer pessoa pode ser solidária com o sofrimento alheio, mas poucos são capazes de se solidarizarem com o sucesso alheio."
"Sempre as personalidades dinâmicas tornam-se instintivamente suspeitas às pessoas medíocres." Stefan Zweig
"Dói mais ao invejoso o êxito dos outros do que seu próprio fracasso."
"Maravilhas nunca faltam no mundo, o que falta é a capacidade de admirá-las." J. Paul Schimitt
"Jamais corte o que pode ser desatado." S. Brown
20 de junho de 2011
8 de junho de 2011
Shows com o Angra
A maioria já deve saber, mas como não tive tempo de escrever sobre isso por aqui copiei alguns textos que foram divulgados. Em breve será um prazer contar um pouco dessa experiência. De qualquer forma adianto que é um prazer e uma honra não só tocar com essa galera como substituir um guitarrista excepcional como o Kiko.
O guitarrista Marcelo Barbosa , membro da banda ALMAH, suprirá a ausência do guitarrista Kiko Loureiro na banda Angra em três compromissos do grupo. Marcelo Barbosa estará presente como segundo guitarrista do quinteto paulistano nos shows de Suzano, Angra dos Reis e no festival Porão do Rock, que acontece anualmente em Brasília.Abaixo a nota escrita por Kiko Loureiro anunciando a sua ausência nos shows mencionados.O guitarrista Kiko Loureiro, membro das bandas ANGRA e Neural Code , estará ausente nos próximos compromissos na agenda do ANGRA Almah , grupo capitaneado pelo vocalista Edu Falaschi. por motivos familiares. Para o seu lugar, foi escolhido Marcelo Barbosa, amigo de longa data e membro da banda
O artista disponibilizou uma nota oficial para a imprensa, notificando os motivos de sua ausência nos shows de Suzano, Angra dos Reis e do festival Porão do Rock, que acontece anualmente em Brasília.
Segue abaixo a nota na íntegra do artista:
“Meus amigos fãs do ANGRA que estarão nos shows de Suzano, Porão do Rock e Angra dos Reis. Infelizmente queria informar que não estarei presente nestes shows por motivo familiar.
Sendo assim, para não deixar meus colegas de banda e fãs descontentes e desmarcar os shows, o ANGRA optou por convidar o nosso mais do que amigo e parceiro de tantos anos, o guitarrista Marcelo Barbosa, para me substituir exclusivamente e unicamente nestes shows citados.
Queria pedir desculpas antecipadamente pela minha ausência, mas garanto à todos que os shows serão impecáveis, o Marcelo me substituirá à altura, e assim o ANGRA conseguirá cumprir o acordado com os contratantes e público destes eventos.”
Obrigado e espero a compreensão de todos.
Kiko Loureiro
Em paralelo, a banda ANGRA continua agendando sua nova turnê mundial em suporte ao seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”. Para mais informações de como ter um show do grupo em sua cidade, basta contactar a agência Base2 no telefone +55 11 3673-2758 ou no email shows@base2producoes.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . http://www.angra.net/port/index.php?area=news&id=138#Main
http://www.angra.net/port/index.php?area=news&id=138#Main
24 de maio de 2011
Reflexões
Bom dia flores e cravos do dia. Já recuperei meu bom humor depois de uma boa noite de sono. Rs
Ontem, movido por extremo cansaço, após muitas horas de labuta, fiz um post no qual eu questionava o porquê de eu não ter escolhido um ofício para o qual eu não precisasse estudar todos os dias. Para minha surpresa, tanto aqui quanto no Twitter, muita gente respondeu que essa profissão não existe. E que todas elas exigem estudo contínuo e diário.
Na teoria é muito bonito. Na verdade, o estudo contínuo e diário, na minha opnião, é a única maneira de melhorarmos, seja como indivíduo ou profissional. Portanto, a prática deveria ser rotineira à todos os seres humanos, independente da profissão. Todavia, dizer que todo profissional faz isso é forçar a barra né? Fiquei aqui pensando nos meus amigos, parentes, conhecidos e tentando lembrar das vezes que telefonei, fui às suas casas ou fiz um convite e os flagrei estudando algo de útil para a profissão. Até porque, venhamos e convenhamos, a maioria delas, depois de aprendido o necessário, o estudo passa a ser muito mais para manutenção ou devido à alguma mudança no processo de realização do trabalho. Não digo com isso que profissão alguma é melhor ou mais importante do que outra, mas sem dúvida, cada uma tem suas características e não adianta querer dizer que quem ganha a vida como triatleta se dedica ao que faz proporcionalmente à quem o faz como funcionário por exemplo. (Mais uma vez, sem juízo de valor aqui?)
Uma coisa é certa,as pessoas que realmente SABEM do que estou falando, SABEM do que estou falando.
Abraços a todos de todas as profissões. Tô indo pra SP. Espero que o piloto tenha estudado o suficiente... rs
Abraços!
Ontem, movido por extremo cansaço, após muitas horas de labuta, fiz um post no qual eu questionava o porquê de eu não ter escolhido um ofício para o qual eu não precisasse estudar todos os dias. Para minha surpresa, tanto aqui quanto no Twitter, muita gente respondeu que essa profissão não existe. E que todas elas exigem estudo contínuo e diário.
Na teoria é muito bonito. Na verdade, o estudo contínuo e diário, na minha opnião, é a única maneira de melhorarmos, seja como indivíduo ou profissional. Portanto, a prática deveria ser rotineira à todos os seres humanos, independente da profissão. Todavia, dizer que todo profissional faz isso é forçar a barra né? Fiquei aqui pensando nos meus amigos, parentes, conhecidos e tentando lembrar das vezes que telefonei, fui às suas casas ou fiz um convite e os flagrei estudando algo de útil para a profissão. Até porque, venhamos e convenhamos, a maioria delas, depois de aprendido o necessário, o estudo passa a ser muito mais para manutenção ou devido à alguma mudança no processo de realização do trabalho. Não digo com isso que profissão alguma é melhor ou mais importante do que outra, mas sem dúvida, cada uma tem suas características e não adianta querer dizer que quem ganha a vida como triatleta se dedica ao que faz proporcionalmente à quem o faz como funcionário por exemplo. (Mais uma vez, sem juízo de valor aqui?)
Uma coisa é certa,as pessoas que realmente SABEM do que estou falando, SABEM do que estou falando.
Abraços a todos de todas as profissões. Tô indo pra SP. Espero que o piloto tenha estudado o suficiente... rs
Abraços!
23 de maio de 2011
Almah 2011 II
Estou indo novamente pra SP hoje à tarde para, desta vez, finalizar os trabalhos de guitarras e violões do novo CD do Almah.
Por enquanto. postarei dois outros videos sobre a produção deste trabalho, em breve tem mais.
Por enquanto. postarei dois outros videos sobre a produção deste trabalho, em breve tem mais.
19 de maio de 2011
Almah 2011
Estou entre idas e vindas entre BSB e SP, primeiro pré produzindo e agora gravando as guitarras do novo CD do Almah. O clima no estudio está muito bom e estamos certos de que o CD vai ficar maravilhoso. À medida que as músicas tomam forma, percebemos o peso e profundidade das mesmas e seus arranjos. Todas as bases de guitarra já foram gravadas e estamos agora gravando alguns detalhes e os solos. Preciso voltar no fim de semana para Brasília para alguns shows e compromissos e por isso acredito que até o meio da semana que vem finalizaremos as guitarras e violões.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e confesso isso às vezes me atordoa um pouco. Mas vamo que vamo! Gravei dois videos com pedaços das músicas. São curtos, pois não podemos entregar o ouro antes da hora, mas acho que dá pra aguçar um pouco a curiosidade de vocês. Alguns elementos lembram o FE, afinal, é a mesma banda e os mesmos dois guitarristas. Esses elementos fazem parte da identidade sonora da banda. Mas tenho certeza que ousamos bastante na maior parte do disco e muita coisa vem bem diferente do material apresentado no CD anterior. Cometi o erro de gravar o segundo video com o IPhone em pé ao invés de "deitado", por isso a imagem ficou restrita ao centro a tela. Desculpem a ignorância... anyway, o som tá lá e é o que importa...
Seguem os videos mencionados. Em breve tem coisa nova.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e confesso isso às vezes me atordoa um pouco. Mas vamo que vamo! Gravei dois videos com pedaços das músicas. São curtos, pois não podemos entregar o ouro antes da hora, mas acho que dá pra aguçar um pouco a curiosidade de vocês. Alguns elementos lembram o FE, afinal, é a mesma banda e os mesmos dois guitarristas. Esses elementos fazem parte da identidade sonora da banda. Mas tenho certeza que ousamos bastante na maior parte do disco e muita coisa vem bem diferente do material apresentado no CD anterior. Cometi o erro de gravar o segundo video com o IPhone em pé ao invés de "deitado", por isso a imagem ficou restrita ao centro a tela. Desculpem a ignorância... anyway, o som tá lá e é o que importa...
Seguem os videos mencionados. Em breve tem coisa nova.
3 de maio de 2011
7 de abril de 2011
Update Maiden/EUA - Parte I
Sei que tenho andado meio relapso com relação à este espaço aqui. Principalmente no que concerne à textos grandes e de cunho pessoal. O fato é que, como já devo ter mencionado, em alguns momentos eu precisaria de alguns clones pra manter todas as frentes em dia, eu acabo tendo que escolher aquelas que, naquele momento, me parecem mais urgentes. Acho que o show de abertura para o Iron Maiden assim como a minha segunda vinda aos EUA em 2011 merecem serem postadas por aqui. Na verdade, a vinda para a NAMM em janeiro/fevereiro também merece. Em breve tentarei lembrar dos detalhes e relatar essa experiência também a quem possa interessar.
Khallice / Iron Maiden
Como de costume, os convites para esses shows de abertura sempre ocorrem meio que em cima da hora. Recebemos o telefonema faltando uma semana para o evento, e comparado à algumas outras experiências até que tivemos um certo tempo para fazer os devidos preparativos. O interessante é que algumas semanas antes uma amiga havia me perguntado se iríamos tocar no show do Iron e eu havia respondido que acreditava que não, já que ninguém havia entrado em contato nem pra sondar a possibilidade. Enfim, quando tudo se confirmou foi necessário acertar toda parte de pré produção, contactar técnicos de PA, monitor, luz, roadies, envio de especificações técnicas, definição de repertório, acerto de cachê etc, etc, etc, além do agendamento de uma maratona de ensaios. Como todos da banda temos muitos afazeres, é sempre uma certa dificuldade encontrar horários compatíveis com os cinco músicos e por isso pintam uns ensaios bizarros do tipo: domingo de 9:30 às 13. Ou segunda das 21:30 às 00:00. O fato é que já foi bem pior. Hoje, tenho uma sala de ensaio no GTR que utilizo para ensaiar os meus trabalhos. Lembro-me que na minha adolescencia, precisávamos sempre alugar uma sala de ensaio para tal fim. Ou seja, além de conciliar os horários dos músicos, era necessário que isso batesse com os horários que os estúdios tinham disponíveis. Àquela época, em Brasília, haviam poucos espaços para este fim e por isso, muitas vezes tive que ensaiar em horários de madrugada, como das 2 as 5 da manhã. Por este motivo, é melhor não reclamar, até porque o motivo dos ensaios valia e muito à pena.
Normalmente, num dia de um show como este, precisamos ficar o dia inteiro por conta. Primeiro porque os preparativos são muitos. É bastante equipamento pra transportar, montar e conferir. Hoje em dia acontece uma coisa engraçada. Apesar da preocupação para que tudo dê certo, não fico ansioso ou nervoso até mais ou menos uma hora antes do show. Até este momento, mesmo em uma apresentação deste porte, não sofro nenhum tipo de pressão psicológica consciente. Se ela existe, não percebo. Começa um pouquinho de ansiedade nos últimos minutos antes de entrar no palco.
Outra coisa interessante, é que já toquei no mesmo palco que inúmeras bandas do mainstream nacional, mas o melhor tratamento que recebemos sempre é das bandas gringas, infinitamente maiores que as nacionais. Com o Iron não foi diferente: camarim bem instalado, bebidas e comida à vontade e uma passagem de som decente, dentro das possibilidades. O padrão de qualidade gringo é realmente outro.
Chegamos ao local do evento para passagem de som e montagem no horário combinado: 15 horas. Como de costume, a passagem do Iron demorou mais do que o previsto o que atrasou a nossa em quase duas horas. Durante este tempo ficamos em nosso camarim papeando.
Para este show eu resolvi experimentar um setup diferente do que uso normalmente. Meu Orange Rockverb de 100 Watts, ligado em duas caixas 4 X 12, também Orange, e um set de pedais analógicos de altíssima qualidade. O som ficou absurdo e isso me leva ao segundo motivo do post, que será explicado depois. (minha vinda pros EUA). O único porém deste set de pedais, é que realmente desacostumei com o famoso "sapateado". Na balada Reasons, do nosso segundo CD por exemplo, durante a estrofe eu uso uma combinação de canal A do Orange, Compressor, Chorus e Delay, para o som limpo. Na sequencia entra o refrão que é o Canal B do amp sem nenhum desses pedais ligados. São quatro pisadas para uma única mudança de timbre. Sinceramente, a vida é muito curta pra eu gastar parte dela para pisando em mil pedais podendo faze-lo apenas uma vez. Além disso, optei por usar o meu pouquíssimo exigido transmissor sem fio. Como em 90% dos casos tocamos em palcos de pequeno e médio porte, para mim não faz sentido usá-lo sempre. Já no caso de um palco grande ele é muito útil, pois além de dar mobilidade por todo o palco, evida que os cabos se cruzem, caso você resolva "visitar" algum outro músico do outro lado do palco.
Como de costume, a nossa passagem de som foi rápida mas bem eficiente. Contamos com uma equipe técnica bastante competente e experiente e isso facilita muito as coisas em momentos como estes. O som no palco estava confortável e agora só faltava esperar a hora do show.
Precisei sair do local do evento para correr em casa para tomar um banho e trocar de roupa. Como terminamos a passagem de som quase 18 e nosso show estava marcado para 19:30 o prazo não seria problema. Aproveitei para conferir se a panfletagem do GTR que organizei do lado de fora do evento estava acontecendo de maneira apropriada, poois tratava-se também de uma boa oportunidade de divulgar a escola.
Cheguei de volta ai camarim às 19 em ponto e lá fiquei com os outros integrantes da banda conversando e tocando um pouco de guitarra para aquecer os dedos. Essa é a hora que normalmente bate um pouco de ansiedade. Acho que é aquela preocupação para que tudo dê certo.
Entramos no palco faltando 5 minutos para as 20 e tocamos pouco mais de meia hora de show. Optamos por um repertório de seis músicas mais baseado no CD Inside Your Head que é o mais atual. Foi uma grande curtição. O público nos recebeu muito bem e estou certo de que fizemos à altura do evento. O interessante é que nessas horas o tempo passa que você nem sente. A noção de tempo vai pro espaço e tudo parece passar em um piscar de olhos. Outro fato curioso é que durante a nossa apresentação, o guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, se aproximou do meu técnico de guitarra para elogiar o meu som e perguntar que equipamentos eu estava usando. Mais engraçado ainda é que, segundo o Bruno, ele se referiu a mim como "that Kid" (aquele garoto).....kkkkkkkk Me senti bem, afinal, exatamente hoje completo 36 anos de idade. Se ainda tô passando por garoto tá tudo certo. Por outro lado, pode ser apenas uma questão de referência, levando em consideração o nobríssimo autor da frase.
Quando tudo passou eu estava tão esgotado que não consegui ver o show do Maiden inteiro. Devo ter visto uma hora e pouco do show e voltei pra casa onde praticamente desmaiei. No dia seguinte, como de costume, amanheci gripado. Essa é praticamente uma regra em minha vida: sempre que tenho algum evento ou projeto importante a realizar, após findado o mesmo, adoeço. É como se nos dias anteriores eu gastasse toda a energia com os preparativos e quando relaxasse o corpo exigisse na marra algum descanso. Normal, nem me preocupo mais, sempre foi assim.
Agradeço o apoio de todos e a energia positiva do público lá presente. Sempre um prazer tocar em Brasília, ainda mais com o Khallice, banda candanga que há tantos anos vem escrevendo a sua história junto com a da cidade.
CONTINUA...
Khallice / Iron Maiden
Como de costume, os convites para esses shows de abertura sempre ocorrem meio que em cima da hora. Recebemos o telefonema faltando uma semana para o evento, e comparado à algumas outras experiências até que tivemos um certo tempo para fazer os devidos preparativos. O interessante é que algumas semanas antes uma amiga havia me perguntado se iríamos tocar no show do Iron e eu havia respondido que acreditava que não, já que ninguém havia entrado em contato nem pra sondar a possibilidade. Enfim, quando tudo se confirmou foi necessário acertar toda parte de pré produção, contactar técnicos de PA, monitor, luz, roadies, envio de especificações técnicas, definição de repertório, acerto de cachê etc, etc, etc, além do agendamento de uma maratona de ensaios. Como todos da banda temos muitos afazeres, é sempre uma certa dificuldade encontrar horários compatíveis com os cinco músicos e por isso pintam uns ensaios bizarros do tipo: domingo de 9:30 às 13. Ou segunda das 21:30 às 00:00. O fato é que já foi bem pior. Hoje, tenho uma sala de ensaio no GTR que utilizo para ensaiar os meus trabalhos. Lembro-me que na minha adolescencia, precisávamos sempre alugar uma sala de ensaio para tal fim. Ou seja, além de conciliar os horários dos músicos, era necessário que isso batesse com os horários que os estúdios tinham disponíveis. Àquela época, em Brasília, haviam poucos espaços para este fim e por isso, muitas vezes tive que ensaiar em horários de madrugada, como das 2 as 5 da manhã. Por este motivo, é melhor não reclamar, até porque o motivo dos ensaios valia e muito à pena.
Normalmente, num dia de um show como este, precisamos ficar o dia inteiro por conta. Primeiro porque os preparativos são muitos. É bastante equipamento pra transportar, montar e conferir. Hoje em dia acontece uma coisa engraçada. Apesar da preocupação para que tudo dê certo, não fico ansioso ou nervoso até mais ou menos uma hora antes do show. Até este momento, mesmo em uma apresentação deste porte, não sofro nenhum tipo de pressão psicológica consciente. Se ela existe, não percebo. Começa um pouquinho de ansiedade nos últimos minutos antes de entrar no palco.
Outra coisa interessante, é que já toquei no mesmo palco que inúmeras bandas do mainstream nacional, mas o melhor tratamento que recebemos sempre é das bandas gringas, infinitamente maiores que as nacionais. Com o Iron não foi diferente: camarim bem instalado, bebidas e comida à vontade e uma passagem de som decente, dentro das possibilidades. O padrão de qualidade gringo é realmente outro.
Chegamos ao local do evento para passagem de som e montagem no horário combinado: 15 horas. Como de costume, a passagem do Iron demorou mais do que o previsto o que atrasou a nossa em quase duas horas. Durante este tempo ficamos em nosso camarim papeando.
Para este show eu resolvi experimentar um setup diferente do que uso normalmente. Meu Orange Rockverb de 100 Watts, ligado em duas caixas 4 X 12, também Orange, e um set de pedais analógicos de altíssima qualidade. O som ficou absurdo e isso me leva ao segundo motivo do post, que será explicado depois. (minha vinda pros EUA). O único porém deste set de pedais, é que realmente desacostumei com o famoso "sapateado". Na balada Reasons, do nosso segundo CD por exemplo, durante a estrofe eu uso uma combinação de canal A do Orange, Compressor, Chorus e Delay, para o som limpo. Na sequencia entra o refrão que é o Canal B do amp sem nenhum desses pedais ligados. São quatro pisadas para uma única mudança de timbre. Sinceramente, a vida é muito curta pra eu gastar parte dela para pisando em mil pedais podendo faze-lo apenas uma vez. Além disso, optei por usar o meu pouquíssimo exigido transmissor sem fio. Como em 90% dos casos tocamos em palcos de pequeno e médio porte, para mim não faz sentido usá-lo sempre. Já no caso de um palco grande ele é muito útil, pois além de dar mobilidade por todo o palco, evida que os cabos se cruzem, caso você resolva "visitar" algum outro músico do outro lado do palco.
Como de costume, a nossa passagem de som foi rápida mas bem eficiente. Contamos com uma equipe técnica bastante competente e experiente e isso facilita muito as coisas em momentos como estes. O som no palco estava confortável e agora só faltava esperar a hora do show.
Precisei sair do local do evento para correr em casa para tomar um banho e trocar de roupa. Como terminamos a passagem de som quase 18 e nosso show estava marcado para 19:30 o prazo não seria problema. Aproveitei para conferir se a panfletagem do GTR que organizei do lado de fora do evento estava acontecendo de maneira apropriada, poois tratava-se também de uma boa oportunidade de divulgar a escola.
Cheguei de volta ai camarim às 19 em ponto e lá fiquei com os outros integrantes da banda conversando e tocando um pouco de guitarra para aquecer os dedos. Essa é a hora que normalmente bate um pouco de ansiedade. Acho que é aquela preocupação para que tudo dê certo.
Entramos no palco faltando 5 minutos para as 20 e tocamos pouco mais de meia hora de show. Optamos por um repertório de seis músicas mais baseado no CD Inside Your Head que é o mais atual. Foi uma grande curtição. O público nos recebeu muito bem e estou certo de que fizemos à altura do evento. O interessante é que nessas horas o tempo passa que você nem sente. A noção de tempo vai pro espaço e tudo parece passar em um piscar de olhos. Outro fato curioso é que durante a nossa apresentação, o guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, se aproximou do meu técnico de guitarra para elogiar o meu som e perguntar que equipamentos eu estava usando. Mais engraçado ainda é que, segundo o Bruno, ele se referiu a mim como "that Kid" (aquele garoto).....kkkkkkkk Me senti bem, afinal, exatamente hoje completo 36 anos de idade. Se ainda tô passando por garoto tá tudo certo. Por outro lado, pode ser apenas uma questão de referência, levando em consideração o nobríssimo autor da frase.
Quando tudo passou eu estava tão esgotado que não consegui ver o show do Maiden inteiro. Devo ter visto uma hora e pouco do show e voltei pra casa onde praticamente desmaiei. No dia seguinte, como de costume, amanheci gripado. Essa é praticamente uma regra em minha vida: sempre que tenho algum evento ou projeto importante a realizar, após findado o mesmo, adoeço. É como se nos dias anteriores eu gastasse toda a energia com os preparativos e quando relaxasse o corpo exigisse na marra algum descanso. Normal, nem me preocupo mais, sempre foi assim.
Agradeço o apoio de todos e a energia positiva do público lá presente. Sempre um prazer tocar em Brasília, ainda mais com o Khallice, banda candanga que há tantos anos vem escrevendo a sua história junto com a da cidade.
CONTINUA...
22 de março de 2011
Khallice no show do Iron!
Confirmamos hoje que o Khallice vai abrir o show do Iron Maiden em Brasília, quarta-feira que vem. O início da nossa apresentação está marcado para as 19:30, portanto, cheguem cedo! ;) Vejo vocês lá!
17 de março de 2011
11 de março de 2011
Zero10 2011
Primeiro show do ano!
Saudade de ver a Zero10 no UK todo sábado? Enquanto o nosso Quartel General sofre uma reforma vamo invadir o O'RiIlley?
Contamos com a presença de vocês.
Saudade de ver a Zero10 no UK todo sábado? Enquanto o nosso Quartel General sofre uma reforma vamo invadir o O'RiIlley?
Contamos com a presença de vocês.
7 de março de 2011
Video do Workshop em RJ
Em dezembro fui ministrar um workshop na Escola Música Moderna, do meu amigo Alex Martinho. A escola fica em Niterói e recomendo à todos da região.
Além da excelente estrutura e filosofia de ensino, todos os professores tocam muito e são pessoas nota 10. Segue o primeiro video.
Além da excelente estrutura e filosofia de ensino, todos os professores tocam muito e são pessoas nota 10. Segue o primeiro video.
26 de fevereiro de 2011
Letras 54
Trecho de um dos meus livros de cabeceira (O Homem Medíocre), pilar formador de minha psique, com mais quatro ou cinco obras de igual valor.
"Há alguns excessos de bondade que não poderiam diferenciar-se do envilecimento; há falta de justiça na moral do perdão sistemático. Fica bem perdoar uma vez, e seria iníquo não perdoar nunca; mas, aquele que perdoa duas vezes, torna-se cúmplice dos malvados.
Não sabemos o que teria feito Cristo, se lhe tivessem esbofeteado a outra face que ofereceu ao que o afrontara, esbofetando a primeira: os escolásticos preferem não discutir este problema.
Ensinemos a perdoar; mas ensinemos, também, a não ofender. Será mais eficiente. Ensinemos com exemplo, não ofendendo. Admitamos que, na primeira vez, ofende-se por ignorância; mas convém crer que, na segunda, seja por vilania. O mal não se corrige com a complacência, nem com a cumplicidade; isto é nocivo, como os venenos, e devem opôr-se, a tal conceito, antídotos eficazes: a reprovação e o desprezo."
"Há alguns excessos de bondade que não poderiam diferenciar-se do envilecimento; há falta de justiça na moral do perdão sistemático. Fica bem perdoar uma vez, e seria iníquo não perdoar nunca; mas, aquele que perdoa duas vezes, torna-se cúmplice dos malvados.
Não sabemos o que teria feito Cristo, se lhe tivessem esbofeteado a outra face que ofereceu ao que o afrontara, esbofetando a primeira: os escolásticos preferem não discutir este problema.
Ensinemos a perdoar; mas ensinemos, também, a não ofender. Será mais eficiente. Ensinemos com exemplo, não ofendendo. Admitamos que, na primeira vez, ofende-se por ignorância; mas convém crer que, na segunda, seja por vilania. O mal não se corrige com a complacência, nem com a cumplicidade; isto é nocivo, como os venenos, e devem opôr-se, a tal conceito, antídotos eficazes: a reprovação e o desprezo."
21 de fevereiro de 2011
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