17 de janeiro de 2007
14 de janeiro de 2007
Letras 9
Nunca fui de escrever lettras de músicas. nunca nem tentei muito. Mas a verdade é que até desanimo de tentar quando existe gente no mundo que escreve assim.
Milágrimas(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)
Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
:( e ao mesmo tempo :) e tb :o
Rs
Milágrimas(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)
Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
:( e ao mesmo tempo :) e tb :o
Rs
13 de janeiro de 2007
Imagens 7
Bonzão! Bem sugestivo, nos tempos de hoje, deus ser um DJ...rs
Valeu Criz e Aninha pela diversão! Bjos!
Valeu Criz e Aninha pela diversão! Bjos!
9 de janeiro de 2007
Que loucura louca!
Fiquei assustado nos últimos dias quando tentei acessar o youtude e não conseguí. Mais ainda quando soube que o site havia sido bloqueado, por um juiz, dedivo ao caso da Cicarelli com seu namorado na praia.
QUE COISA LOUCA!
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21292.shtml
Este é o mesmo país que demora meses, até anos pra julgar determindados crimes, muitos deles hediondos. Ou que políticos roubam dinheiro público à luz do dia e a justiça finge que não viu nada. Agora a imagem da Cicarelli e de seu namorado devem ser preservadas, e por isso, em tempo recorde a justiça brasileira age e manda tirar o site sensação mundial do momento do Brasil todo. Isso é o que eu chamaria de uma F*** mal dada! Já tem campanha de Boicote à Cicarelli e até à MTV que se pronunciou oficialmente quanto ao caso.

http://www.boicoteacicarelli.com/
http://www4.mtv.terra.com.br/blogosfera/index.php?b=blog_do_site
Hoje voltou ao normal, talvez por vagabundo ter caído em sí do tamanho da idiotice ou pela pressão dos usuários da internet. Será que alguém ainda realmente acha que dá pra censurar a internet? Além de milhares de outras maneiras de acessar o mesmo site (contando até o engraçado www2.youtube.com , já que a justiça mandou bloquear apenas o www...) esse video está em tudo quanto é lugar. De google video até venda no Mercado Livre e Feirinha do Paraguai.
Sempre achei que não houve nada de errado no ocorrido, mas tratando-se de uma celebridade só posso dizer uma coisa: Deu mole. (ou duro... neste caso) Vacilou, agora aguenta, assume a responsabilidade. Ou então, da próxima vez, espera chegar em casa.... rs
O vídeo ficou tão famoso que mereceu uma versão muito legal em uma campanha do governo. Achei bom demais, dêem uma olhada (no próprio youtube, é claro) :
Vamos torcer pra essa ser a primeira e última vez de um caso como esses né?
Abraços!
QUE COISA LOUCA!
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21292.shtml
Este é o mesmo país que demora meses, até anos pra julgar determindados crimes, muitos deles hediondos. Ou que políticos roubam dinheiro público à luz do dia e a justiça finge que não viu nada. Agora a imagem da Cicarelli e de seu namorado devem ser preservadas, e por isso, em tempo recorde a justiça brasileira age e manda tirar o site sensação mundial do momento do Brasil todo. Isso é o que eu chamaria de uma F*** mal dada! Já tem campanha de Boicote à Cicarelli e até à MTV que se pronunciou oficialmente quanto ao caso.
http://www.boicoteacicarelli.com/
http://www4.mtv.terra.com.br/blogosfera/index.php?b=blog_do_site
Hoje voltou ao normal, talvez por vagabundo ter caído em sí do tamanho da idiotice ou pela pressão dos usuários da internet. Será que alguém ainda realmente acha que dá pra censurar a internet? Além de milhares de outras maneiras de acessar o mesmo site (contando até o engraçado www2.youtube.com , já que a justiça mandou bloquear apenas o www...) esse video está em tudo quanto é lugar. De google video até venda no Mercado Livre e Feirinha do Paraguai.
Sempre achei que não houve nada de errado no ocorrido, mas tratando-se de uma celebridade só posso dizer uma coisa: Deu mole. (ou duro... neste caso) Vacilou, agora aguenta, assume a responsabilidade. Ou então, da próxima vez, espera chegar em casa.... rs
O vídeo ficou tão famoso que mereceu uma versão muito legal em uma campanha do governo. Achei bom demais, dêem uma olhada (no próprio youtube, é claro) :
Vamos torcer pra essa ser a primeira e última vez de um caso como esses né?
Abraços!
31 de dezembro de 2006
24 de dezembro de 2006
Tritone - Primeiro encontro
No início da semana passada estive reunido com o Serj e o Edu em Curitiba, trancafiados no estúdio do Serj. Trabalhamos na música Premonition, que marcará a volta do trio como participação especial no CD solo de nosso anfitrião.
Assim como todo o CD a música é demais. Tem um clima bem progressivo, o que me deixou bem à vontade além de ser bem pesada e ter por volta de nove minutos de duração. Uma porrada!
O Serj tirou um puta som das guitarras, pra variar, e o Edu, como sempre, surpreendeu a todos com o seus solos. Tá cada dia mais desiquilibrado esse brother... tem que mandar benzer...rs
Além de tocar bastante, batemos muito papo sobre os projetos para 2007 e aproveitamos para fazer algumas fotos. O clima é demais e tô me sentindo muito bem em estar fazendo parte de um projeto tão bacana.
Algumas fotos...
Assim como todo o CD a música é demais. Tem um clima bem progressivo, o que me deixou bem à vontade além de ser bem pesada e ter por volta de nove minutos de duração. Uma porrada!
O Serj tirou um puta som das guitarras, pra variar, e o Edu, como sempre, surpreendeu a todos com o seus solos. Tá cada dia mais desiquilibrado esse brother... tem que mandar benzer...rs
Além de tocar bastante, batemos muito papo sobre os projetos para 2007 e aproveitamos para fazer algumas fotos. O clima é demais e tô me sentindo muito bem em estar fazendo parte de um projeto tão bacana.
Algumas fotos...
23 de dezembro de 2006
Grand Prix Brasília
Já em ritmo de recesso de fim de ano, uma saída da rotina e um pouco de diversão vai bem!
Em primeira mão, fotos do Grand Prix Brasília de Kart.
Não dá pra competir com o Andreoli, que já é praticamente um veterano. Pra uma primeira vez acho que não me saí tão mal... o problema é viciar nesse troço.... é divertido demais! Rs
O percurso.

Aquecendo os motores....Rs (Na verdade isso foi depois)

Os "pilotos": Andreoli, Kiko, Rafael e Barbosa
Em primeira mão, fotos do Grand Prix Brasília de Kart.
Não dá pra competir com o Andreoli, que já é praticamente um veterano. Pra uma primeira vez acho que não me saí tão mal... o problema é viciar nesse troço.... é divertido demais! Rs
O percurso.
Aquecendo os motores....Rs (Na verdade isso foi depois)
Os "pilotos": Andreoli, Kiko, Rafael e Barbosa
Estudando a pista!
O único problema é que os dedos das mãos ficam doloridos depois, mas que é bom é!
Black Belt !!!
Desde criança sou paixonado por artes marciais. Assistia filmes de luta que nem um louco, era (e ainda sou) fã do Bruce Lee e sempre comprar revistas especializadas. Obviamente, minha paixão pela música sempre foi maior e as duas coisas não são muito compatíveis.
Ainda adolescente passei rapidamente por diversos estilos como judô, capoeira, karatê, boxe até encontrar o que realmente fez a minha cabeça. Taekwondo é uma arte marcial oriunda da Coréia que se tornou esporte olímpico há pouco tempo. Mais ou menos com 16 anos de idade comecei a treinar enquanto ainda fazia caratê simultâneamente. No Taekwondo, a grande maioria dos golpes é desferida com os pés, o que não garante a saúde de minhas mãos, mas pelo menos reduz a probabilidade de lesão nos membros superiores. Além disso, a grande amizade com o meu primeiro professor, Garrincha, grande atleta e grande figura, me fez enveredar definitivamente para o TKD. Sou uma pessoa que tenta levar tudo que me proponho a fazer com seriedade e não seria diferente com o esporte que pratico. Por dez anos, parando alguns meses e voltando em seguida devido a minha agenda sempre conturbada, treinei TKD seriamente e em 2002 parei pela última vez, devido ao fato do meu professor parar de dar aulas para trabalhar com musculação. Na ocasião, eu estava na faixa vermelha - ponteira preta há mais de um ano , exatamente uma antes da preta. Na época, a idéia era parar por um tempinho e voltar para fazer o último exame, para a faixa preta assim que o Garrincha voltasse a dar aula. Ele não voltou, consequentemente, nem eu... Três anos se passaram e eu acabei me envolvendo com outras atividades físicas e desencanando do TKD, apesar de sempre vibrar ao ver uma cena de luta em filme ou a filmagem de algum campeonato.
Em dezembro de 2005, extamanete há uma ano, estávamos eu e alguns companheiros do GTR em um churrasco de confraternização da empresa e meu amigo Marcelo Buby, conversávamos sobre o assunto. O Buby se encontrava numa situação similar a minha, faixa marrom de judô (uma antes da preta). Ele estava dizendo que a meta dele pra 2006 era pegar a faixa preta e no meio da conversa soltou: - Pô Marcelão, pra você também só falta uma. Vamo lá, termina esse troço, nem que depois você pare. Como costumo obedecer meus amigos, resolvi fazê-lo. Quando voltei da Namm, em fevereiro, procurei o Mestre Vinícius, que já conhecia há longas datas e me matriculei de volta na academia com o propósito de fazer o exame no final do ano.
Durante o ano, muitas semanas de treino foram matadas e o exame se aproximava sem eu me sentir preparado para passar.Viajei muito para tocar, me envolví em diversos projetos e obviamente, muitas vezes o treino ficou para segundo plano. Voltei da Expomusic sem saber se daria pra fazer o exame. Foi uma ralação, principalmente as últimas semanas, que coincidiram com audição dos alunos da escola, shows da Zero10, produção do CD GTR 10 anos, aulas etc etc etc...
Foi uma ralação mas valeu à pena. Meta concluida, Tanto a minha quanto a do Buby! Parabéns pra você meu velho.
Aproveito para agradecer e homenagear meus mestres Garrincha, por todo o apoio e pela amizade de tantos anos, Vinícius por me preparar para o exame mesmo em sábados, domingos e feriados e Eduardo pela valiosa ajuda durante os treinamentos.
Para completar a felicidade, meu sobrinho Luis Henrique acaba de passar de faixa também, para a amarela. Não consigo olhar pra essa foto e naum pensar nas palavras continuidade, renovação, ciclo, hereditariedade dentre outras... Quem sabe daqui a uns anos temos mais um faixa preta na área... rs
Que venha 2007 e com ele novas metas!


Ainda adolescente passei rapidamente por diversos estilos como judô, capoeira, karatê, boxe até encontrar o que realmente fez a minha cabeça. Taekwondo é uma arte marcial oriunda da Coréia que se tornou esporte olímpico há pouco tempo. Mais ou menos com 16 anos de idade comecei a treinar enquanto ainda fazia caratê simultâneamente. No Taekwondo, a grande maioria dos golpes é desferida com os pés, o que não garante a saúde de minhas mãos, mas pelo menos reduz a probabilidade de lesão nos membros superiores. Além disso, a grande amizade com o meu primeiro professor, Garrincha, grande atleta e grande figura, me fez enveredar definitivamente para o TKD. Sou uma pessoa que tenta levar tudo que me proponho a fazer com seriedade e não seria diferente com o esporte que pratico. Por dez anos, parando alguns meses e voltando em seguida devido a minha agenda sempre conturbada, treinei TKD seriamente e em 2002 parei pela última vez, devido ao fato do meu professor parar de dar aulas para trabalhar com musculação. Na ocasião, eu estava na faixa vermelha - ponteira preta há mais de um ano , exatamente uma antes da preta. Na época, a idéia era parar por um tempinho e voltar para fazer o último exame, para a faixa preta assim que o Garrincha voltasse a dar aula. Ele não voltou, consequentemente, nem eu... Três anos se passaram e eu acabei me envolvendo com outras atividades físicas e desencanando do TKD, apesar de sempre vibrar ao ver uma cena de luta em filme ou a filmagem de algum campeonato.
Em dezembro de 2005, extamanete há uma ano, estávamos eu e alguns companheiros do GTR em um churrasco de confraternização da empresa e meu amigo Marcelo Buby, conversávamos sobre o assunto. O Buby se encontrava numa situação similar a minha, faixa marrom de judô (uma antes da preta). Ele estava dizendo que a meta dele pra 2006 era pegar a faixa preta e no meio da conversa soltou: - Pô Marcelão, pra você também só falta uma. Vamo lá, termina esse troço, nem que depois você pare. Como costumo obedecer meus amigos, resolvi fazê-lo. Quando voltei da Namm, em fevereiro, procurei o Mestre Vinícius, que já conhecia há longas datas e me matriculei de volta na academia com o propósito de fazer o exame no final do ano.
Durante o ano, muitas semanas de treino foram matadas e o exame se aproximava sem eu me sentir preparado para passar.Viajei muito para tocar, me envolví em diversos projetos e obviamente, muitas vezes o treino ficou para segundo plano. Voltei da Expomusic sem saber se daria pra fazer o exame. Foi uma ralação, principalmente as últimas semanas, que coincidiram com audição dos alunos da escola, shows da Zero10, produção do CD GTR 10 anos, aulas etc etc etc...
Foi uma ralação mas valeu à pena. Meta concluida, Tanto a minha quanto a do Buby! Parabéns pra você meu velho.
Aproveito para agradecer e homenagear meus mestres Garrincha, por todo o apoio e pela amizade de tantos anos, Vinícius por me preparar para o exame mesmo em sábados, domingos e feriados e Eduardo pela valiosa ajuda durante os treinamentos.
Para completar a felicidade, meu sobrinho Luis Henrique acaba de passar de faixa também, para a amarela. Não consigo olhar pra essa foto e naum pensar nas palavras continuidade, renovação, ciclo, hereditariedade dentre outras... Quem sabe daqui a uns anos temos mais um faixa preta na área... rs
Que venha 2007 e com ele novas metas!
22 de dezembro de 2006
14 de dezembro de 2006
Khallice & Magna Carta
Estou escrevendo este post para compartilhar com vocês um momento muito bacana.
Quando gravamos o The Journey,às vezes brincávamos entre os membros da banda: -Pô, já pensou se a gente assinasse com a Magna Carta?
Surpreendentemente acabou acontecendo, e esa semana o nome da nossa banda entrou no cast do site deles, e o CD foi posto à venda (Em formato DigiPack...olha que chique!). É só o começo desta parceria, mas fiquei realmente orgulhoso de ver nosso nome no meio der tantos artistas que admiramos.
http://www.magnacarta.net/artists.html
http://www.magnacarta.net/khallice/khallice.html
http://www.magnacarta.net/releases/khallice.html
http://www.magnacarta.net/khallicebonus.html
Quando gravamos o The Journey,às vezes brincávamos entre os membros da banda: -Pô, já pensou se a gente assinasse com a Magna Carta?
Surpreendentemente acabou acontecendo, e esa semana o nome da nossa banda entrou no cast do site deles, e o CD foi posto à venda (Em formato DigiPack...olha que chique!). É só o começo desta parceria, mas fiquei realmente orgulhoso de ver nosso nome no meio der tantos artistas que admiramos.
http://www.magnacarta.net/artists.html
http://www.magnacarta.net/khallice/khallice.html
http://www.magnacarta.net/releases/khallice.html
http://www.magnacarta.net/khallicebonus.html
Letras 8
Fui apresentado a um texto hoje pelo meu amigo Lucas Fagundes show de bola. À partir deste acabei encontrando outros...
Seguem alguns trechos interessantes:
"Eles sabem que a guerra é uma coisa tão cruel que convém mais aos animais ferozes que aos homens; tão furiosa que as próprias Fúrias, segundo os poetas, a vomitaram sobre a terra; tão funesta que arrasta consigo as desordens mais terríveis; tão injusta que geralmente é estimulada pelos mais infames bandidos; tão ímpia que é inteiramente contrária a Jesus Cristo; no entanto, esses vigários de um Deus de paz negligenciam qualquer outra ocupação para se entregar inteiramente a essa arte abominável. Vêem-se às vezes velhos decrépitos demonstrar nessas guerras um vigor de homem jovem, gastar quantias imensas para sustentá-las, expor-se com um ardor infatigável a todos os trabalhos que elas exigem, subverter sem escrúpulo as leis, a religião, a paz, e tornar-se enfim os flagelos do gênero humano. Acreditariam que há aduladores sagazes que ousam dar a essa fúria evidente os belos nomes de zelo, de piedade e de coragem, e que empregam toda a sutileza de seu espírito para provar que quem saca a espada e a enterra no peito do irmão pode no entanto conservar, no coração, aquela caridade perfeita para com o próximo que Jesus Cristo tanto recomendou a seus discípulos?"
Não, Erasmo de Roterdam fala aqui dos papas de seu tempo, e não de Bush e seus asseclas. Impressionante (in Elogio da Loucura).
*********************
Ele também fala, referindo-se a artistas metidos a besta:
"Quanto menos talento possuem, maior seu orgulho, sua vaidade, sua arrogância. Todos esses loucos encontram, porém, outros loucos que os aplaudem; pois, quanto mais uma coisa é contrária ao bom senso, mais ela atrai admiradores ; o que há de pior é sempre o que agrada a maioria; e nada é mais natural, posto que, como já vos disse, a maior parte dos homens são loucos. Ora, como os artistas mais ignorantes estão sempre muitos satisfeitos consigo mesmos e gozam da admiração da maioria, eles procederiam mal se fizessem um esforço infinito para adquirir verdadeiros talentos, que, afinal, apenas serviriram para fazer dissipar a idéia vantajosa que têm do próprio mérito, para torná-los mais modestos e para diminuir em muito o número de seus admiradores."
Valeu Lukete! (Me paga um chiclete?)
Fonte : http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/
Seguem alguns trechos interessantes:
"Eles sabem que a guerra é uma coisa tão cruel que convém mais aos animais ferozes que aos homens; tão furiosa que as próprias Fúrias, segundo os poetas, a vomitaram sobre a terra; tão funesta que arrasta consigo as desordens mais terríveis; tão injusta que geralmente é estimulada pelos mais infames bandidos; tão ímpia que é inteiramente contrária a Jesus Cristo; no entanto, esses vigários de um Deus de paz negligenciam qualquer outra ocupação para se entregar inteiramente a essa arte abominável. Vêem-se às vezes velhos decrépitos demonstrar nessas guerras um vigor de homem jovem, gastar quantias imensas para sustentá-las, expor-se com um ardor infatigável a todos os trabalhos que elas exigem, subverter sem escrúpulo as leis, a religião, a paz, e tornar-se enfim os flagelos do gênero humano. Acreditariam que há aduladores sagazes que ousam dar a essa fúria evidente os belos nomes de zelo, de piedade e de coragem, e que empregam toda a sutileza de seu espírito para provar que quem saca a espada e a enterra no peito do irmão pode no entanto conservar, no coração, aquela caridade perfeita para com o próximo que Jesus Cristo tanto recomendou a seus discípulos?"
Não, Erasmo de Roterdam fala aqui dos papas de seu tempo, e não de Bush e seus asseclas. Impressionante (in Elogio da Loucura).
*********************
Ele também fala, referindo-se a artistas metidos a besta:
"Quanto menos talento possuem, maior seu orgulho, sua vaidade, sua arrogância. Todos esses loucos encontram, porém, outros loucos que os aplaudem; pois, quanto mais uma coisa é contrária ao bom senso, mais ela atrai admiradores ; o que há de pior é sempre o que agrada a maioria; e nada é mais natural, posto que, como já vos disse, a maior parte dos homens são loucos. Ora, como os artistas mais ignorantes estão sempre muitos satisfeitos consigo mesmos e gozam da admiração da maioria, eles procederiam mal se fizessem um esforço infinito para adquirir verdadeiros talentos, que, afinal, apenas serviriram para fazer dissipar a idéia vantajosa que têm do próprio mérito, para torná-los mais modestos e para diminuir em muito o número de seus admiradores."
Valeu Lukete! (Me paga um chiclete?)
Fonte : http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/
Imagens 5
Pois é, nem gosto de cerveja. Mas gosto de cinema, de publicidade e principalmente de qualquer coisa verdadeiramente feita com criatividade, bom gosto e bom senso...
Achei demais esse comercial aqui:
E esse é sensacional. Nossa, como a figura do Slash é marcante...
Achei demais esse comercial aqui:
E esse é sensacional. Nossa, como a figura do Slash é marcante...
12 de dezembro de 2006
Cool Things 4
Festa do Sindijus, sexta-feira 8 de dez.
Jota Quest e Zero10.
Mais de 20 mil pessoas, puta energia!
Jota Quest e Zero10.
Mais de 20 mil pessoas, puta energia!
28 de novembro de 2006
Really Nice Fucking Amazing Cool Thing!
Nova formação do Tritone!
To aqui sem saber por onde começar este post...Sejamos diretos: Acabo de entrar no Tritone, no lugar do meu amigo Frank Solari.
Eu realmente acredito que quando a gente ama o que faz e se entrega de coração a isso as coisas acontecem e nossos sonhos se realizam. Neste caso, nem cheguei a sonhar com isso (apesar de ser um sonho pra qualquer guitarrista), mas o Tritone era formado por três das minhas maiores referências e influências na guitarra e posteriormente até na vida mesmo, já que me tornei amigo pessoal de todos os três.
Sempre organizei workshops aqui em Brasília pelo GTR e os três já estiveram aqui ensinando e encantando a galera com os seus talentos. Logo que saiu o primeiro CD do tritone, trouxe os três para uma edição do GTR in Concert, que se tornou histórica. A partir daí, estive sempre em contato principalmente com o Edu, pois sempre nos encontramos nas Expomusics e muitas vezes nossas bandas tocam no mesmo palco, principalmente aqui em Brasília. Com Frank e o Serj eu tive menos contato nos últimos anos, o primeiro por estar morando fora do país e o segundo por ter se mantido algum tempo fora do meio guitarristico (obviamente, não fora da música). Embora o contato não tenha sido assíduo, sempre que nos falávamos o clima era 100%, já que ambos são pessoas extremamente do bem.
Agora me veio uma imagem: Antes de eu ter GTR, e antes de existir Tritone. Eu moleque de tudo, com os meus 19, 20 anos viajei pra São Paulo com uns amigos para ver um show do Steve Vai. Não lembro exatamente a turnê de que disco. O fato é que nesse dia o Dr. Sin abriu o show e depois eu vi o Edu passando no meio da galera. Fiquei ali, meio - pô, que massa... O Edu ali... Rs Durante o show do Vai, um de meus amigos disse: - Eita é o Sergio na guitarra. Estudei com ele no GIT. No final do show meu amigo falou com o Serj, que, sempre muito educado e atencioso nos convidou a ir para o hotel bater um papo. Ficamos no saguão do hotel, conversando sobre guitarras, música, Steve Vai e tudo o mais que vocês puderem imaginar. Eu, obviamente, fascinado ouvindo as histórias e pensando o quão legal deveria ser estar trabalhando com um gênio como o Steve. Serj, se você ler isso, acho que você não sabe... eu era um dos dois moleques que estavam com o Eduardo, seu colega de GIT neste dia... Rs Que loucura essa vida...
Continuando...
Há pouco tempo, fui sondado pelo Serj se eu teria interesse em integrar a banda, já que o nosso amigo Frank encontra-se morando na Espanha. Segundo o Serj, mas inicialmente tudo ainda muito no "se rolar", "se a gente voltar" etc... a idéia seria gravar um CD novo em 2007. Claro que fiquei muito empolgado e feliz só de ter sido cogitada a hipótese, mas pra ser sincero, não achei que fosse realmente rolar e resolvi manter o pé no chão até que as coisas se confirmassem. Semanas depois um telefonema do Serj e tudo se confirma. Parece mentira, mas o Tritone voltou (o que já é demais) e pra completar, eu sou um dos integrantes da nova formação. WOW! Eu que acho o primeiro CD e o projeto em si uma das coisas mais bacanas em termos de guitarra realizadas me sinto realmente honrado com o convite. Como não canso de dizer, os três são geniais no que fazem e tenho certeza que, mais do que contribuir com a minha música vou aprender muito em muitos aspectos tocando com esses caras.
Eu e Edu estaremos no estúdio do Serj entre os dias 15 e 20 de dezembro, gravando uma faixa que sairá no CD solo do Serj, com lançamento previsto para o início de 2007. É o pontapé inicial de muito som que ainda vai rolar.
Tocar guitarra, fazer boa música e ao lado de amigos tão especiais quanto o Edu e o Serj... é... 2007 promete!
Preparem-se!
Quem quiser conhecer mais sobre o Tritone:
Tritone no MySpace:http://www.myspace.com/tritoneguitartrio
Para ouvir trechos das musicas do Tritone:
http://www.amipop.com/sergio/
http://sergiobuss.multiply.com/
http://www.purevolume.com/sergioserjbuss
Abraços!
27 de novembro de 2006
Imagens 4
Eu seu que isso é maldade... ficar rindo dessas coisas e tal. Mas mais engraçado que o cara tentando falar um texto simples como este é pensar que alguém parou e separou um tempo da vida dela, pra ilustrar isso com uma animação tosca, mas MUITO legal e tudo a ver com o que rola no áudio.
Quase morrí de rir!
Valeu Bemolator!
Quase morrí de rir!
Valeu Bemolator!
19 de novembro de 2006
Mano Velho 1 - Rodrigo Bragança
Sempre me considerei uma pessoa de sorte em vários aspectos. Um dos mais importantes é que independente da época que estou vivendo sempre estou em contato com amigos verdadeiros, talentosos, inteligentes, positivos e produtivos. Com alguns, por razões geográficas ou simplesmente pelas correrias do dia-a-dia terem tomado rumos distintos, tive o contato enfraquecido, mas sem nunca deixar de torcer pelo sucesso, celebrar as conquistas (mesmo que à distância) e relembrar os bons momentos vividos no passado. O interessante é notar que na maioria dos casos, mesmo nos raros momentos de re-encontros, a amizade permanece a mesma.
Rodrigo Bragança é um desses casos. Grande pessoa, grande músico e guitarrista dotado de sensibilidade e bom gosto muito acima da média. Tive o prazer de conviver com essa figura durante o meu segundo grau e alguns bons anos que se sucederam a essa época. Tivemos uma banda instrumental juntos, tocando Vai, Satriani e essas coisas que fizeram nossa alegria durante a adolescencia. Além disso éramos parceiros de estudos guitarrísticos, muitas vezes estudando com os mesmos professores e constantemente por horas a fio em companhia de um metrônomo ou sequencer. Bons tempos...
Mais recentemente, Rodrigo ministrou algumas oficinas no GTR muito interessantes.
O motivo deste post é que essa semana tive a oportunidade de olhar com calma o site pessoal deste camarada e mais uma vez me surpreendí com a qualidade e beleza do que ví. Um site interativo, clean, completo, sensível e de fácil navegação. Bem a cara de tudo que o Rodrigo faz.
Quem estiver quiser conhecer um pouco o trabalho desta figura de quem eu sou fã há muito tempo pode acessar esses dois links, garanto que vale muito à pena:
www.rodrigobraganca.com
www.giftmusical.com
Rodrigão, parabéns mais uma vez, você é genial!
15 de novembro de 2006
Letras 7
Se existe algo na palavra escrita que realmente mexe comigo é essa crônica. Sem palavras...
A última Crônica
Fernando Sabino
"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
A última Crônica
Fernando Sabino
"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
14 de novembro de 2006
Letras 6
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.''
Oscar Wilde
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.''
Oscar Wilde
Cool Things 3
Domingo passado a Zero10 tocou no Show das Décadas, comemorando 60 anos do Ponto Frio.
Fomos a única banda de Brasília, ao lado de Titãs, Zélia Duncan, Toquinho e Orlando Moraes. Show de bola!
Coincidência: Encontrei o Lula Galvão no backstage. Nem sabia que ele tava tocando com a orquestra do Wagner Tiso neste evento. Maravilha...
Fomos a única banda de Brasília, ao lado de Titãs, Zélia Duncan, Toquinho e Orlando Moraes. Show de bola!
Coincidência: Encontrei o Lula Galvão no backstage. Nem sabia que ele tava tocando com a orquestra do Wagner Tiso neste evento. Maravilha...
7 de novembro de 2006
Matemática
Galera, por favor, quero deixar claro aqui que isso é uma brincadeira e que não sou nem um pouco machista. Na verdade sou um grande fã das mulheres.
Mas teremos que concordar que quem bolou isso é aqui é no mínimo muito inteligente e criativo.... Bom... eu morrí de rir.
Vai dizer que não é bom...?
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