Expomusic 2006
Estive por um bom tempo afastado do blog por falta de tempo pra escrever. A Expomusic ( feira brasileira de música e music business) ocorreu na semana passada e pra quem já tem pouco tempo livre as semanas que a antecedem, assim como, obviamente a semana da mesma, são bem puxadas.
Normalmente a Expomusic acontece de quarta a domingo e em setembro. Neste ano ela começou um pouco mais cedo, no dia 30 de agosto, indo até 3 de setembro.
Há oito anos, se não me engano, compareço a todas as Expomusics. Nos dois primeiros anos como expectador, depois levando o meu material e fazendo contatos e há 3 ou 4 anos trabalhando mesmo. Nunca havia conseguido ficar todos os dias. Graças a Deus sempre tenho shows nos finais de semana e assim, conciliava os meus trabalhos na feira para acontecerem no máximo até sexta, para que eu pudesse voltar no sábado pela manhã e cumprir os meus compromissos. Lembro do BMF há dois anos atrás, ocasião na qual saí do aeroporto de Brasília diretamente para a passagem de som, no estádio Mané Garrincha. Ou no ano passado, que de São Paulo, na sexta feira, voei direto para Goiânia, onde o Khallice tocou com a banda Sueca Evergrey, seguindo para Brasília, onde toquei duas vezes na noite de sábado (khallice e em seguida Zero10) e de madrugada fui para Belo Horizonte onde encerramos a mini-tour com os companheiros europeus.
Este ano foi diferente. Muita coisa legal estava acontecendo e preferi pedir para um amigo me substituir no show da Zero10 sábado, para que eu pudesse ficar todos os dias na feira. Pra começar o lançamento de uma guitarra modelo Marcelo Barbosa pela Tagima, marca com a qual tenho ttrabalhado há pelo menos quatro anos. Além disso, eu tinha 15 compromissos durante a feira, dentre workshops meus, participações em workshops de outros músicos e demonstrações de equipamentos. Pra fechar com chave de ouro, dois ex-alunos e atuais professores do GTR foram escolhidos entre os dez melhores materiais enviados para a NIG dentre quase mil inscritos. Apesar de saber que o mérito é todo deles, dá um certo orgulho lembrar da molecada chegando pra fazer aula sem saber quase nada de música. O Bruno Albuquerque e o Lucas Fagundes mandaram super bem e divulgaram ainda mais um pouco o celeiro de bons músicos que é o Planalto Central.
Vou contar um pouco mais de como foi essa semana pra quem estiver interessado.
Apesar de meus patrocinadores arcarem com os custos da minha ida pra SP este ano preferi ficar na casa de meu amigo Sydnei Carvalho. Outros amigos estariam hospedados lá e tinha a certeza de que seria muito divertido.
Cheguei em Sampa um dia antes da feira, na terça, por causa do evento Tagima Dream Team in Concert, que aconteceria no mesmo dia no DirectTV Hall, com a participação de alguns endorsees. Eu fui convidado para tocar uma música no show do meu irmão Edu Ardanuy, o clássico Little Wing do mestre Hendrix. Como moramos em cidades diferentes combinamos de tocar a música na passagem de som, no dia do evento mesmo.
Do aeroporto fui direto para a casa do Sydnei onde almoçamos e fomos para o Expocenter Norte, local onde ocorre a Expomusic. Eu, o Alex Martinho e o Ricky Furlani fomos contratados pela NIG para demonstrar os pedais que serão lançados em breve pela marca (Show de bola, diga-se de passagem...). Chegando na Expo, receberíamos instruções sobre como a demonstração deveria ser feita além de testar equipamentos e conhecer a sala onde passaríamos cada um, duas horas e meia por dia. Surpresa: ao chegarmos no Expocenter fomos avisados que faltara luz e que a previsão de volta seria para cinco ou seis da tarde. Como ainda eram duas da tarde conversei com o Sydnei, peguei um táxi e fui para o local do evento da Tagima.
Chegando lá encontrei vários amigos, endorsees, vendedores, empresários, músicos que ali estavam para conhecer os novos lançamentos da linha Tagima 2007, dentre eles a MB-1, meu modelo signature. Fiquei muito feliz, pois todos elogiaram muito a MB-1, tanto pela beleza quanto pela qualidade do instrumento. Encontrei o Edu e passamos o som e a música. Em seguida fomos comer um sanduíche ali perto mesmo. Estávamos eu, o Edu, Juninho Afram, o Marcão (irmão do Edu), Marcelão MG Designer e em seguida chegou meu parceiro de Zero10 e GTR André Fantom com os meus conterrâneos.
O show foi um grande sucesso. Muita gente no público e shows de tirar o fôlego culminado em uma super Jam do estilo vale-tudo com o Titã Paulo Miklos no vocal.
Ao término do evento eu estava exausto. Já era mais de duas da madrugada e eu estava há quase 24 horas no ar correndo de um lado para outro. Peguei um táxi para a casa do Sydney e fiquei tentando ligar em seu celular para ele abrir a porta. Quando ele atendeu, uma nova surpresa. Eles ainda estavam no Expocenter norte e pediu que eu fosse para lá encontrá-los. Chegando lá, funcionários ainda montavam stands e um som vinha de dentro do auditório da NIG. Para minha surpresa, ao adentrar, vi o Alex deitado nas cadeiras e o Sydnei tocando com o Ricky no maior entusiasmo. Não acreditei no que estava vendo... 3 da manhã? Véspera de feira? Entrei de fininho, coloquei minha mochila sobre o tapete para usá-la como travesseiro e me deitei no chão. Mal encostei a cabeça no “travesseiro” ouço uma voz empolgada vindo do palco: - Marcelo, tira a guitarra! VAMOS TOCAR!!!!!!!!!!! Hahahahahahaha Adivinha o que aconteceu? Peguei a guitarra e fui tocar. Já ta no inferno abraça o capeta né? A jam rolou mais uma meia hora. Foi muito divertido apesar do cansaço.
Na quarta começou a feira, que durava sempre de 13 as 21, mas sempre acabávamos saindo de lá às 22 ou mais. Os dias eram basicamente iguar e sempre das 16 às 18 e 30 o meu compromisso era na sala de pedais da NIG demonstrando os mesmos. Nos outros horários muito som, muitos contatos, muita gente boa tocando, e a galera que ganhou o concurso da NIG detonando. Re-encontrei velhos amigos como o Sergio Buss, o Kiko, Marcelão MG o Alexandre da Elixir, enfim, uma galera. Toquei com velhos amigos que encontro poucas vezes por ano como o Juninho, O Joe, O Edu, Sydnei, Roger franco... Foi bem legal e muito inspirador.
Boas propostas surgiram e acredito que eu terei novidades em breve. Terminei a feira com a certeza de que assim que o CD do Khallice estiver pronto começo a trabalhar no meu solo. Quero estar com eles em mãos na feira do ano que vem.
Domingão depois da feira fomos todos jantar juntos. Mesma galera de sempre, mas dessa vez também o Kiko, o Fábio Lessa e alguns amigos e familiares. Comemos MUITO e falamos MUITA besteira no Outback! Galera divertidíssima e comida deliciosa!
Com certeza essa foi a melhor Expo da qual já participei, tanto pelos motivos já citados quanto pelo clima na casa do Sydnei e nos stands nos quais trabalhei. Que venham outras!
Agora, voltemos ao CD do Khallice!
8 de setembro de 2006
13 de agosto de 2006
Letras 4
Auto-explicação
Olavo de Carvalho Época, 14 de julho de 2001
O articulista faz uma confissão pessoal
Como há um só articulista que escreve habitualmente contra o socialismo na imprensa de circulação nacional, e como o peculiar conceito socialista de democracia exige que não haja nenhum, todos os artifícios – da difamação às ameaças, da chacota à afetação de silêncio superior – já foram tentados para persuadir esse um a mudar de assunto. A última moda é adulá-lo, elogiar-lhe o estilo, lamber-lhe o ego até o total amolecimento de seu juízo crítico e então, quando ele está indefeso e derretido num mar de lisonja, lançar-lhe à queima-roupa a insinuação fatal: “Desista”.
Sugestão análoga às vezes vem de pessoas boas, sem nenhuma intenção perversa. É no olhar e no tom que se discerne, nas outras, o intuito de calar o articulista.
Infelizmente esse articulista sou eu. Digo “infelizmente” porque, com outro, o ardil talvez funcionasse. Já comigo ele não tem a menor chance, sendo eu uma alma impérvia e coriácea, sem outra ambição na vida senão a de fazer exatamente o que tem feito.
Os senhores – falo de meus aduladores interesseiros, e não dos demais leitores, é claro – não têm a menor idéia de como é bom, para um sujeito que ajudou a construir uma mentira na juventude, poder desmontá-la na maturidade, tijolo a tijolo, com a meticulosidade sádica do demolidor que não se contenta em derrubar paredes, mas quer ir até o último fundamento, arrancar a última pedrinha do alicerce e deixar o terreno limpo e nu como antes do início da construção.
Poder fazer isso é uma libertação, um alívio, uma antecipação terrena da paz eterna. Nada do que os senhores possam me oferecer vale isso. Nada. Muito menos a lisonja, que é a mais instável e inflacionada das moedas.
Mas não pensem que, quando falo em libertação, me refiro ao arrependimento, no sentido moral do termo. A libertação de que falo não é só moral, é existencial, é ontológica. É descobrir e provar, diariamente, que a vida humana não tem de ser um teatrinho de papelão, que ela pode ser integralmente real, que um homem pode passar do auto-engano e da farsa interior a uma existência de verdade, como Pinóquio deixou de ser um boneco para se tornar menino de carne e osso.
Nessas circunstâncias – repito Oscar Wilde –, dizer a verdade é mais que um dever: é um prazer. Mais que um prazer, é uma autêntica exaltação da alma, que ao descer da ilusão aos fatos descobre, pela primeira vez, a dimensão da altura e da profundidade, a estatura real do espírito. É uma descida que é ascensão, se me entendem.
Mas não entendem, não. Pessoas como os senhores não concebem o abandono das ilusões senão – mui estereotipicamente – como a troca dos belos ideais de juventude pelo realismo cru e egoísta da maturidade. Não vendo o que nesses ideais há de pura vaidade e soberba, de pura volúpia de poder camuflada em belas palavras, não podem compreender o que há de legítimo idealismo no sacrifício maduro da mentira juvenil. Aqueles que, abandonando o socialismo, caíram na amargura cética ou no oportunismo cínico não o abandonaram verdadeiramente. São seus escravos e hão de sê-lo eternamente. Cultuam-no em imagem invertida: vendo ainda nele o bem e lamentando apenas que seja um bem impossível, aderem à realidade como quem, após longa resistência, cede a uma tentação aviltante. Deixam o socialismo como quem trai um deus sem cessar de amá-lo.
Esses não entenderam nada. O socialismo nunca foi um deus ou um ideal. Foi uma mentira demoníaca e uma exploração da fatuidade das multidões. Abandoná-lo não é perder um ideal: é reconquistar a vida, a alma, o sentido do dever e a dignidade da missão humana.
É para mostrar esse bem aos que ainda o desconhecem que escrevo contra o socialismo. Os senhores, que não sabem nada disso, podem me atribuir projetivamente os motivos mais estapafúrdios: ódio, inveja, ressentimento, fanatismo, o diabo. Pouco me importa. Eu sei o que estou fazendo, e os senhores não sabem o que dizem.
“Como é bom, para quem ajudou a construir uma mentira na juventude, poder desmontá-la na maturidade”
Olavo de Carvalho Época, 14 de julho de 2001
O articulista faz uma confissão pessoal
Como há um só articulista que escreve habitualmente contra o socialismo na imprensa de circulação nacional, e como o peculiar conceito socialista de democracia exige que não haja nenhum, todos os artifícios – da difamação às ameaças, da chacota à afetação de silêncio superior – já foram tentados para persuadir esse um a mudar de assunto. A última moda é adulá-lo, elogiar-lhe o estilo, lamber-lhe o ego até o total amolecimento de seu juízo crítico e então, quando ele está indefeso e derretido num mar de lisonja, lançar-lhe à queima-roupa a insinuação fatal: “Desista”.
Sugestão análoga às vezes vem de pessoas boas, sem nenhuma intenção perversa. É no olhar e no tom que se discerne, nas outras, o intuito de calar o articulista.
Infelizmente esse articulista sou eu. Digo “infelizmente” porque, com outro, o ardil talvez funcionasse. Já comigo ele não tem a menor chance, sendo eu uma alma impérvia e coriácea, sem outra ambição na vida senão a de fazer exatamente o que tem feito.
Os senhores – falo de meus aduladores interesseiros, e não dos demais leitores, é claro – não têm a menor idéia de como é bom, para um sujeito que ajudou a construir uma mentira na juventude, poder desmontá-la na maturidade, tijolo a tijolo, com a meticulosidade sádica do demolidor que não se contenta em derrubar paredes, mas quer ir até o último fundamento, arrancar a última pedrinha do alicerce e deixar o terreno limpo e nu como antes do início da construção.
Poder fazer isso é uma libertação, um alívio, uma antecipação terrena da paz eterna. Nada do que os senhores possam me oferecer vale isso. Nada. Muito menos a lisonja, que é a mais instável e inflacionada das moedas.
Mas não pensem que, quando falo em libertação, me refiro ao arrependimento, no sentido moral do termo. A libertação de que falo não é só moral, é existencial, é ontológica. É descobrir e provar, diariamente, que a vida humana não tem de ser um teatrinho de papelão, que ela pode ser integralmente real, que um homem pode passar do auto-engano e da farsa interior a uma existência de verdade, como Pinóquio deixou de ser um boneco para se tornar menino de carne e osso.
Nessas circunstâncias – repito Oscar Wilde –, dizer a verdade é mais que um dever: é um prazer. Mais que um prazer, é uma autêntica exaltação da alma, que ao descer da ilusão aos fatos descobre, pela primeira vez, a dimensão da altura e da profundidade, a estatura real do espírito. É uma descida que é ascensão, se me entendem.
Mas não entendem, não. Pessoas como os senhores não concebem o abandono das ilusões senão – mui estereotipicamente – como a troca dos belos ideais de juventude pelo realismo cru e egoísta da maturidade. Não vendo o que nesses ideais há de pura vaidade e soberba, de pura volúpia de poder camuflada em belas palavras, não podem compreender o que há de legítimo idealismo no sacrifício maduro da mentira juvenil. Aqueles que, abandonando o socialismo, caíram na amargura cética ou no oportunismo cínico não o abandonaram verdadeiramente. São seus escravos e hão de sê-lo eternamente. Cultuam-no em imagem invertida: vendo ainda nele o bem e lamentando apenas que seja um bem impossível, aderem à realidade como quem, após longa resistência, cede a uma tentação aviltante. Deixam o socialismo como quem trai um deus sem cessar de amá-lo.
Esses não entenderam nada. O socialismo nunca foi um deus ou um ideal. Foi uma mentira demoníaca e uma exploração da fatuidade das multidões. Abandoná-lo não é perder um ideal: é reconquistar a vida, a alma, o sentido do dever e a dignidade da missão humana.
É para mostrar esse bem aos que ainda o desconhecem que escrevo contra o socialismo. Os senhores, que não sabem nada disso, podem me atribuir projetivamente os motivos mais estapafúrdios: ódio, inveja, ressentimento, fanatismo, o diabo. Pouco me importa. Eu sei o que estou fazendo, e os senhores não sabem o que dizem.
“Como é bom, para quem ajudou a construir uma mentira na juventude, poder desmontá-la na maturidade”
15 de junho de 2006
Imagens 3
Hahahahahahah! Quase morrí de rir.
(Obrigado RVarotto)
Clique no homem e faça o que quiser!
http://www.planetdan.net/pics/misc/georgie.htm
;)
(Obrigado RVarotto)
Clique no homem e faça o que quiser!
http://www.planetdan.net/pics/misc/georgie.htm
;)
6 de junho de 2006
Letras 3
Apesar de não ser propriamente um fã de carteirinha do Guilherme Arantes, me deparei com uma matéria dele editada na Cover guitarra que achei tão boa que resolví procura-la na net. A matéria na íntegra me deixou ainda mais entusiasmado com a seriedade e lucidez do músico/compositor. Para nós, artistas independentes, é sempre bom ver alguém com notoriedade colocar a "boca no trombone". A minha humilde contribuição, é divulgá-la aqui.
Segue abaixo a matéria na íntegra. Vale a pena ler...
Hoje sou exatamente o que sonhei ser
por Guilherme Arantes10/02/2006
Motivado por recente artigo do colunista sobre os (des)caminhos de sua carreira fonográfica, no ano em que ele completa três décadas de obra solo pioneira no pop nacional e que prepara disco de inéditas em Salvador (BA), Guilherme Arantes mandou para o blog de 'Estúdio' um texto em que reflete sobre questões relativas ao conceito de sucesso, à indústria do disco, à mídia, à música e ao jogo de poder que envolve tudo isso. O texto questiona o conceito de injustiça atribuído à trajetória de Arantes pelo colunista e merece ser lido por conta da riqueza de idéias expostas pelo compositor." Mauro Ferreira
Lá vai:
"O significado da palavra 'limbo' tem muitas variantes. Pode ser a ausência de lembrança que sucede fase de superexposição, pode ser o castigo que o sistema reserva para quem teve o espaço tão cobiçado, mas também pode ser "o silêncio que precede o esporro" ..., o que não configura obrigação nenhuma de voltas triunfais, de resgate, tudo isso pode ser um grande engano.
Viver é melhor que sonhar, como diz o mestre Belchior, e a vida é infinitamente maior do que o êxito, o mercado, o senso comum e a opinião que as pessoas possam ter a respeito da gente... A verdade é que só pode "sumir" quem um dia "apareceu" ... e nisso fico tranqüilo, pois a minha "missão de aparecer" foi sobejamente cumprida nos anos da mocidade (e aí, sim, havia "obrigação" em conseguir brilhar) nas priscas e longínquas eras da beleza física... E como me fartei desse brilho!!! E acho que foi um brilho bonito, porque estranho.
O brilho pelo brilho não é nada, só vale pelo estranhamento que possa ter deixado. A indústria cultural, como qualquer outra, privilegia claramente o mito da juventude - empresas estabelecem até idade-limite para contratações no mercado, o que é uma injustiça enorme com a mão de obra madura e experiente. Mas isso é uma outra discussão - os mitos da juventude, do esplendor e decadência, da finitude da vida, ascensões e quedas, glória e ocaso, fazem parte da dialética mais rasteira e miserável que a humanidade construiu para, ela sim, perenizar-se no limbo. O mundo está no limbo. O mundo se esqueceu de si mesmo.
Eu não me esqueci jamais da música que eu amo, dos colegas que adoro, da belíssima história da música popular do Brasil, muito menos de mim, e nada tenho do que reclamar. Aliás, o estado de reclamação é o pior caminho para qualquer pessoa, especialmente o artista. Assim, o adjetivo "injustiçado" eu queria ver desde já banido de qualquer conversa a meu respeito. Quem? Logo eu?
É uma pecha cruel e aprisionante, assim como é o título de "maldito" aposto aos nomes de Mautner, Macalé, Walter Franco, Melodia, Itamar, Arrigo, a lista é longa .... Mas como o sistema é insidioso, delimita um nicho para cada pessoa ficar ali, quietinha, santificada e adorada em seu silencio petrificado. E hoje em dia, qual é o significado da palavra "sucesso"? Francamente... é só olhar a TV aberta ...
O fato é que o Brasil também se esqueceu de si mesmo. É hoje um espectro do que foi, um fracasso, uma decadência deprimente, que vive do passado e no passado, mas também não adianta ficar reclamando. Como parte desse passado, tenho (e sou gratíssimo) tantas execuções em rádios do segmento "adulto-contemporâneo" quanto os meus maiores ídolos, e me sinto em muitíssimo boa companhia nesse "esquecimento", junto com o que há de melhor de nossa música. É tanta gente, e de tal qualidade, que nem sei se mereço tamanha companhia.
Não vou aqui citar nomes de quem está realmente "esquecido", porque teria muita gente dos escalões principais, até mesmo gente que está "aparecendo" a toda hora, tentando de tudo pra aparecer, mas que está mortinha-da-silva e que se esqueceu de deitar.
Só para exemplificar, sem medo de interpretações controversas e represálias, cito alguns internacionais que fazem parte da "nossa turma": Elton John, Phil Collins, James Taylor, Peter Gabriel, Stevie Winwood, Christopher Cross, Al Stewart, Suzanne Vega, Tears for Fears, Everything But the Girl, Tracy Chapman, Cindy Lauper, Mark Knopfler... São só alguns que lembro agora, que amo, e que tocam muito, ali, juntinho com a gente...
As aparências enganam, o sistema é um engodo, e a indústria cultural é uma farsa - e já foi desmascarada incontáveis vezes. A indústria do sucesso adora mesmo é quando o artista morre. Esse é o artista perfeito. Ou quando deliberadamente desaparece. Não fica em público expondo seu "apodrecimento físico e moral", não fica tentando voltar à baila, enchendo o saco da mídia, vira santo e ergue um mito, pronto. Mas não é assim que funciona.
Teimamos em viver, porque (digo de novo) a vida é infinitamente maior do que tudo isso.
Quanto a um novo CD "comemorativo" dos 30 anos de carreira, com participações estelares, podem deixar isso pra lá... Foi uma idéia natimorta. Não vou angariar nenhum "tributo a Guilherme Arantes", usando meu prestígio para somar nomes de peso, criando artificialmente ganchos de marketing para me tornar mais palatável, seria ridículo. E digo mais : há álguns meses me propuseram fazer um CD de intérprete, com regravações de grandes sucessos de outros artistas, um "projeto especial", que recusei peremptoriamente, o tal "cover do cover" que está tão na moda.
Digo claro: estou e estarei sempre fora. Chega de "projetos". O Brasil virou a pátria dos "projetos", já perceberam?
O brasileiro hoje é um sujeito que está sempre precisando "sentar pra fazer um projeto", é toda uma nação que roda bolsinha com um "projeto na mão", memoriais descritivos e planilhas de viabilidade. Nada sai do papel, morre tudo na praia. No meu caso, isso seria na verdade "fazer um projeto para sentar "...
Se hoje estou fora do mercado, sem gravadora, é porque sempre tive personalidade demais, ninguém jamais me curvou a gravar o que eu não queria, de um jeito que eu não quisesse, minha profissão é de compositor, eventualmente e circunstancialmente um hitmaker. Sim, gravei coisas (uns meros 5%) para as quais hoje eu torço o nariz, mas foram erros meus. 95% do que gravei, eu adoro. Ah, como é bom estar nesta situação... Principalmente as mais desconhecidas, os chamados "Lado B" que dariam pra fazer uma caixa com 15 CDs, que eu chamaria orgulhosamente de "Os 100 Maiores Insucessos de Guilherme Arantes".
Dos "20 Maiores Sucessos", eu já estou de saco cheio, embora muitas dessas músicas eu ainda goste muito e cante nos shows, porque o que eu vendo é a minha vida, sentimentos, e é uma delícia compartilhar isso. Cansei é do senso comum. Pra mim, ele não vale nada.
Se, mesmo sem mídia alguma, faço uma média de 15 shows por mês (quem faz?) é porque só tem um jeito do público curtir minha música: ao vivo . E eu agradeço muito isso, pois vivo do que sonhei viver: da música, e nada mais. Minha profissão é de músico, não de celebridade. Sucesso, qualquer coisa faz.
Sucesso é esquema, é kit modernidade - personal trainer, web-designer, fashion-designer, assessoria de imprensa, assessoria de marketing e outros apêndices que fogem de minha função no mundo. Estou pouco me lixando para a modernidade, para o ser moderno, seja lá o que isso significa. Certo está João Gilberto em suas esquisitices. E como é adorável, moderno, atemporal. É apenas um homem e um violão. Esse é o Mestre, sem nenhum kit modernidade.
Vem aí um disco novo, sim, mas vai ser "apenas" um disco de carreira, com músicas novas. Em qualquer circunstância, digo do fundo da minha experiência que vale infinitamente mais um trabalho novo do que qualquer "jogada pra levantar", mais do que qualquer "projeto" espúrio de canibalização, de reprocessamento ou releitura.
O mercado está covarde. Resta a nós gerarmos o milagre - mas não foi sempre assim? Se fosse pra abaixar as calças, em 1976, há 30 anos, eu teria gravado em inglês, pois era isso que o "mercado" exigia. Somos teimosos. Somos tinhosos e perigosos. Estamos vivos, e podemos fazer um estrago que ninguém imagina.
Quero estar junto com os artistas desconhecidos, em começo de carreira sim, (re)começando sempre da estaca zero sem o menor problema. Em outubro de 1980 eu estava acabadinho e esquecidinho, sem gravadora, como manda o figurino do mercado, quando recebi em minha casa na Vila Mariana uma surpreendente ligação da Elis, pedindo uma música, ela havia se encantado com um disco meu (fracassadíssimo), Coração Paulista. Pois me lembro bem hoje, eu estava a 3 meses (!!!) de me tornar o número 1 dos FMs, "glória" essa que duraria 12 longos anos ... quem é que diria, àquelas alturas, que isso estava pra acontecer?
Durante aqueles 12 anos, jamais me enganei com o sucesso. Saía todos os dias dos ginásios lotados com 8.000 pessoas (pagantes, só pra me ver) e ia caminhar pela madrugada, no silêncio das ruas desertas, para ouvir os meus próprios passos marcando o tempo real no chão da realidade. Ainda bem que antes dessa carreira tresloucada e enganosa eu havia feito Arquitetura na USP, já era cabeça-feita, o pensamento andava longe, bem longe de toda aquela confusão das "paradas", do assédio...
Hoje, sou exatamente o que sonhei ser. Envelhecer, pra mim, é um objetivo, e eu juro pelo que há de mais sagrado que eu vou conseguir, e já estou conseguindo. Deus me livre de ficar eternamente jovem, e prefiro mil vezes ser bem esquecido do que mal lembrado. Sei que hoje o "mercado" é completamente previsível, as cartas estão muito mais marcadas. Mas estou muito mais com as surpresas, com as periferias. Enquanto houver sonhos vitoriosos, e não programados nas mesas de reuniões da ABPD, de artistas de verdade como Racionais MC's, O Rappa, Chico Science... O sonho existe e o que eu gosto mesmo é do novo. O resto, a poeira do tempo vai soterrar, sem o menor problema."
Segue abaixo a matéria na íntegra. Vale a pena ler...
Hoje sou exatamente o que sonhei ser
por Guilherme Arantes10/02/2006
Motivado por recente artigo do colunista sobre os (des)caminhos de sua carreira fonográfica, no ano em que ele completa três décadas de obra solo pioneira no pop nacional e que prepara disco de inéditas em Salvador (BA), Guilherme Arantes mandou para o blog de 'Estúdio' um texto em que reflete sobre questões relativas ao conceito de sucesso, à indústria do disco, à mídia, à música e ao jogo de poder que envolve tudo isso. O texto questiona o conceito de injustiça atribuído à trajetória de Arantes pelo colunista e merece ser lido por conta da riqueza de idéias expostas pelo compositor." Mauro Ferreira
Lá vai:
"O significado da palavra 'limbo' tem muitas variantes. Pode ser a ausência de lembrança que sucede fase de superexposição, pode ser o castigo que o sistema reserva para quem teve o espaço tão cobiçado, mas também pode ser "o silêncio que precede o esporro" ..., o que não configura obrigação nenhuma de voltas triunfais, de resgate, tudo isso pode ser um grande engano.
Viver é melhor que sonhar, como diz o mestre Belchior, e a vida é infinitamente maior do que o êxito, o mercado, o senso comum e a opinião que as pessoas possam ter a respeito da gente... A verdade é que só pode "sumir" quem um dia "apareceu" ... e nisso fico tranqüilo, pois a minha "missão de aparecer" foi sobejamente cumprida nos anos da mocidade (e aí, sim, havia "obrigação" em conseguir brilhar) nas priscas e longínquas eras da beleza física... E como me fartei desse brilho!!! E acho que foi um brilho bonito, porque estranho.
O brilho pelo brilho não é nada, só vale pelo estranhamento que possa ter deixado. A indústria cultural, como qualquer outra, privilegia claramente o mito da juventude - empresas estabelecem até idade-limite para contratações no mercado, o que é uma injustiça enorme com a mão de obra madura e experiente. Mas isso é uma outra discussão - os mitos da juventude, do esplendor e decadência, da finitude da vida, ascensões e quedas, glória e ocaso, fazem parte da dialética mais rasteira e miserável que a humanidade construiu para, ela sim, perenizar-se no limbo. O mundo está no limbo. O mundo se esqueceu de si mesmo.
Eu não me esqueci jamais da música que eu amo, dos colegas que adoro, da belíssima história da música popular do Brasil, muito menos de mim, e nada tenho do que reclamar. Aliás, o estado de reclamação é o pior caminho para qualquer pessoa, especialmente o artista. Assim, o adjetivo "injustiçado" eu queria ver desde já banido de qualquer conversa a meu respeito. Quem? Logo eu?
É uma pecha cruel e aprisionante, assim como é o título de "maldito" aposto aos nomes de Mautner, Macalé, Walter Franco, Melodia, Itamar, Arrigo, a lista é longa .... Mas como o sistema é insidioso, delimita um nicho para cada pessoa ficar ali, quietinha, santificada e adorada em seu silencio petrificado. E hoje em dia, qual é o significado da palavra "sucesso"? Francamente... é só olhar a TV aberta ...
O fato é que o Brasil também se esqueceu de si mesmo. É hoje um espectro do que foi, um fracasso, uma decadência deprimente, que vive do passado e no passado, mas também não adianta ficar reclamando. Como parte desse passado, tenho (e sou gratíssimo) tantas execuções em rádios do segmento "adulto-contemporâneo" quanto os meus maiores ídolos, e me sinto em muitíssimo boa companhia nesse "esquecimento", junto com o que há de melhor de nossa música. É tanta gente, e de tal qualidade, que nem sei se mereço tamanha companhia.
Não vou aqui citar nomes de quem está realmente "esquecido", porque teria muita gente dos escalões principais, até mesmo gente que está "aparecendo" a toda hora, tentando de tudo pra aparecer, mas que está mortinha-da-silva e que se esqueceu de deitar.
Só para exemplificar, sem medo de interpretações controversas e represálias, cito alguns internacionais que fazem parte da "nossa turma": Elton John, Phil Collins, James Taylor, Peter Gabriel, Stevie Winwood, Christopher Cross, Al Stewart, Suzanne Vega, Tears for Fears, Everything But the Girl, Tracy Chapman, Cindy Lauper, Mark Knopfler... São só alguns que lembro agora, que amo, e que tocam muito, ali, juntinho com a gente...
As aparências enganam, o sistema é um engodo, e a indústria cultural é uma farsa - e já foi desmascarada incontáveis vezes. A indústria do sucesso adora mesmo é quando o artista morre. Esse é o artista perfeito. Ou quando deliberadamente desaparece. Não fica em público expondo seu "apodrecimento físico e moral", não fica tentando voltar à baila, enchendo o saco da mídia, vira santo e ergue um mito, pronto. Mas não é assim que funciona.
Teimamos em viver, porque (digo de novo) a vida é infinitamente maior do que tudo isso.
Quanto a um novo CD "comemorativo" dos 30 anos de carreira, com participações estelares, podem deixar isso pra lá... Foi uma idéia natimorta. Não vou angariar nenhum "tributo a Guilherme Arantes", usando meu prestígio para somar nomes de peso, criando artificialmente ganchos de marketing para me tornar mais palatável, seria ridículo. E digo mais : há álguns meses me propuseram fazer um CD de intérprete, com regravações de grandes sucessos de outros artistas, um "projeto especial", que recusei peremptoriamente, o tal "cover do cover" que está tão na moda.
Digo claro: estou e estarei sempre fora. Chega de "projetos". O Brasil virou a pátria dos "projetos", já perceberam?
O brasileiro hoje é um sujeito que está sempre precisando "sentar pra fazer um projeto", é toda uma nação que roda bolsinha com um "projeto na mão", memoriais descritivos e planilhas de viabilidade. Nada sai do papel, morre tudo na praia. No meu caso, isso seria na verdade "fazer um projeto para sentar "...
Se hoje estou fora do mercado, sem gravadora, é porque sempre tive personalidade demais, ninguém jamais me curvou a gravar o que eu não queria, de um jeito que eu não quisesse, minha profissão é de compositor, eventualmente e circunstancialmente um hitmaker. Sim, gravei coisas (uns meros 5%) para as quais hoje eu torço o nariz, mas foram erros meus. 95% do que gravei, eu adoro. Ah, como é bom estar nesta situação... Principalmente as mais desconhecidas, os chamados "Lado B" que dariam pra fazer uma caixa com 15 CDs, que eu chamaria orgulhosamente de "Os 100 Maiores Insucessos de Guilherme Arantes".
Dos "20 Maiores Sucessos", eu já estou de saco cheio, embora muitas dessas músicas eu ainda goste muito e cante nos shows, porque o que eu vendo é a minha vida, sentimentos, e é uma delícia compartilhar isso. Cansei é do senso comum. Pra mim, ele não vale nada.
Se, mesmo sem mídia alguma, faço uma média de 15 shows por mês (quem faz?) é porque só tem um jeito do público curtir minha música: ao vivo . E eu agradeço muito isso, pois vivo do que sonhei viver: da música, e nada mais. Minha profissão é de músico, não de celebridade. Sucesso, qualquer coisa faz.
Sucesso é esquema, é kit modernidade - personal trainer, web-designer, fashion-designer, assessoria de imprensa, assessoria de marketing e outros apêndices que fogem de minha função no mundo. Estou pouco me lixando para a modernidade, para o ser moderno, seja lá o que isso significa. Certo está João Gilberto em suas esquisitices. E como é adorável, moderno, atemporal. É apenas um homem e um violão. Esse é o Mestre, sem nenhum kit modernidade.
Vem aí um disco novo, sim, mas vai ser "apenas" um disco de carreira, com músicas novas. Em qualquer circunstância, digo do fundo da minha experiência que vale infinitamente mais um trabalho novo do que qualquer "jogada pra levantar", mais do que qualquer "projeto" espúrio de canibalização, de reprocessamento ou releitura.
O mercado está covarde. Resta a nós gerarmos o milagre - mas não foi sempre assim? Se fosse pra abaixar as calças, em 1976, há 30 anos, eu teria gravado em inglês, pois era isso que o "mercado" exigia. Somos teimosos. Somos tinhosos e perigosos. Estamos vivos, e podemos fazer um estrago que ninguém imagina.
Quero estar junto com os artistas desconhecidos, em começo de carreira sim, (re)começando sempre da estaca zero sem o menor problema. Em outubro de 1980 eu estava acabadinho e esquecidinho, sem gravadora, como manda o figurino do mercado, quando recebi em minha casa na Vila Mariana uma surpreendente ligação da Elis, pedindo uma música, ela havia se encantado com um disco meu (fracassadíssimo), Coração Paulista. Pois me lembro bem hoje, eu estava a 3 meses (!!!) de me tornar o número 1 dos FMs, "glória" essa que duraria 12 longos anos ... quem é que diria, àquelas alturas, que isso estava pra acontecer?
Durante aqueles 12 anos, jamais me enganei com o sucesso. Saía todos os dias dos ginásios lotados com 8.000 pessoas (pagantes, só pra me ver) e ia caminhar pela madrugada, no silêncio das ruas desertas, para ouvir os meus próprios passos marcando o tempo real no chão da realidade. Ainda bem que antes dessa carreira tresloucada e enganosa eu havia feito Arquitetura na USP, já era cabeça-feita, o pensamento andava longe, bem longe de toda aquela confusão das "paradas", do assédio...
Hoje, sou exatamente o que sonhei ser. Envelhecer, pra mim, é um objetivo, e eu juro pelo que há de mais sagrado que eu vou conseguir, e já estou conseguindo. Deus me livre de ficar eternamente jovem, e prefiro mil vezes ser bem esquecido do que mal lembrado. Sei que hoje o "mercado" é completamente previsível, as cartas estão muito mais marcadas. Mas estou muito mais com as surpresas, com as periferias. Enquanto houver sonhos vitoriosos, e não programados nas mesas de reuniões da ABPD, de artistas de verdade como Racionais MC's, O Rappa, Chico Science... O sonho existe e o que eu gosto mesmo é do novo. O resto, a poeira do tempo vai soterrar, sem o menor problema."
30 de maio de 2006
Letras 2
Letra inspiradora n° 5437!
Essa música foi gravada originalmente pelo Earth Wind and Fire, banda de black music da pesada. O interessante é que depois foi re-gravada pelo Stryper em uma versão super Hard Rock, muito boa! E mais recentemente poi Lenny Kravitz.
Shinning Star
When you wish upon a star
Dreams will take you very far, yeah
When you wish upon a dream
Life ain't always what it seems, oh yeah
Once you see your light so clear
In the sky so very dear
You're a shining star, no matter who you are
Shining bright to see what you can truly be
That you can truly be
Shining star come into view
Shine is watchful light on you, yeah
Gives you strength to carry on Make your body big and strong
Future roads for you to pass
Love to watch your mug past
The shining star, lucky you
The sinful redeeming shall be true
On an adventure of the sun, yeah
Yeah it's all awake and just begun
Yeah, thought I had to stir the mood
That's it now I got my own oh yeah
So if you find yourself in need
Why don't you listen to his words of heat
Be a child free of sin Be some place, yes
I can Words of Wisdom: Yes I can
You're a shining star, no matter who you are
Shining bright to see what you can truly be
You're a shining star, no matter who you are S
hining bright to see what you can truly be
Shining star for you to see, what your life can truly be
Shining star for you to see, what your life can truly be
Essa música foi gravada originalmente pelo Earth Wind and Fire, banda de black music da pesada. O interessante é que depois foi re-gravada pelo Stryper em uma versão super Hard Rock, muito boa! E mais recentemente poi Lenny Kravitz.
Shinning Star
When you wish upon a star
Dreams will take you very far, yeah
When you wish upon a dream
Life ain't always what it seems, oh yeah
Once you see your light so clear
In the sky so very dear
You're a shining star, no matter who you are
Shining bright to see what you can truly be
That you can truly be
Shining star come into view
Shine is watchful light on you, yeah
Gives you strength to carry on Make your body big and strong
Future roads for you to pass
Love to watch your mug past
The shining star, lucky you
The sinful redeeming shall be true
On an adventure of the sun, yeah
Yeah it's all awake and just begun
Yeah, thought I had to stir the mood
That's it now I got my own oh yeah
So if you find yourself in need
Why don't you listen to his words of heat
Be a child free of sin Be some place, yes
I can Words of Wisdom: Yes I can
You're a shining star, no matter who you are
Shining bright to see what you can truly be
You're a shining star, no matter who you are S
hining bright to see what you can truly be
Shining star for you to see, what your life can truly be
Shining star for you to see, what your life can truly be
Imagens 2
Recentemente comprei dois DVDs com os quais me divertí muito. Não apenas pela qualidade musical indiscutível, mas também por me relembrarem momentos distintos da minha infância/adolescencia.
Michael Jackson - Live in Bucharest: The Dangerous Tour
Esse é o cara! Na minha opinião, o mundo jamais conheceu ou conhecerá um artista como Michael Jackson. Carisma, talento, musicalidade tudo em um cara só. É uma pena que ele não tenha "segurado a onda"...
O show é sensacional, com praticamente todos os grandes hits do cantor, além de uma banda impecável. De resto, só assistindo mesmo.
Whitsnake - In the Still of the Night
Que coisa legal ver essa banda na ativa! Semrpe curtí muito o som do Whitesnake principalmente os álbuns 1984 e The Slip of the Tongue (que conta com Steve Vai nas guitarras).
Show perfeito, incrível como a banda soa bem e a energia de todos no palco. Rock'n Roll na veia!
O interessante é que a banda conta com dois guitarristas e um deles é o Reb Beach, que foi guitarrista do Winger. Aqui o mesmo aparece de cabelo liso, quase irreconhecível e infelizmente, servindo mais como um guitarristas de apoio para Doug Aldrich, também muito bom guitarrista. De qualquer forma foi bom ver o velho Reb em ação com seu estilo inconfundivel.
Não preciso comentar sobre a voz do Coverdale né? Legal ver que a idade não o atrapalhou em nada vocalmente falando. Puta show! Recomendo...
Michael Jackson - Live in Bucharest: The Dangerous Tour
Esse é o cara! Na minha opinião, o mundo jamais conheceu ou conhecerá um artista como Michael Jackson. Carisma, talento, musicalidade tudo em um cara só. É uma pena que ele não tenha "segurado a onda"...
O show é sensacional, com praticamente todos os grandes hits do cantor, além de uma banda impecável. De resto, só assistindo mesmo.
Whitsnake - In the Still of the Night
Que coisa legal ver essa banda na ativa! Semrpe curtí muito o som do Whitesnake principalmente os álbuns 1984 e The Slip of the Tongue (que conta com Steve Vai nas guitarras).
Show perfeito, incrível como a banda soa bem e a energia de todos no palco. Rock'n Roll na veia!
O interessante é que a banda conta com dois guitarristas e um deles é o Reb Beach, que foi guitarrista do Winger. Aqui o mesmo aparece de cabelo liso, quase irreconhecível e infelizmente, servindo mais como um guitarristas de apoio para Doug Aldrich, também muito bom guitarrista. De qualquer forma foi bom ver o velho Reb em ação com seu estilo inconfundivel.
Não preciso comentar sobre a voz do Coverdale né? Legal ver que a idade não o atrapalhou em nada vocalmente falando. Puta show! Recomendo...
23 de maio de 2006
Cool Things 1
Acabo de chegar de Curitiba onde fui gravar uma participação no trabalho do Serj (Sergio Buss).
A CD deve ficar pronto no início do segundo semestre e está uma paulada! Produção, composição e playing nota 1000!
Parabéns ao Serj pelo lindo trabalho e pelo talento como músico e produtor!
A CD deve ficar pronto no início do segundo semestre e está uma paulada! Produção, composição e playing nota 1000!
Parabéns ao Serj pelo lindo trabalho e pelo talento como músico e produtor!
17 de maio de 2006
Imagens 1
Dando aula em uma escola com mais de 300 adolescente, a grande maioria viciada em internet, acabo tendo contato com muita besteira e ao mesmo tempo muita coisa interessante encontradas na rede. Esses dias um amigo/colega de trabalho/aluno me mostrou esse vídeo da Disney que foi produzido em 1935 como parte da série Silly Symphony.
A histótia é bem interessante, duas terras rivais, separadas pelo Mar da Discórdia: a Ilha do Jazz e a Terra da Simfonia. A trilha é demais, gravada por excelentes músicos de Jazz e música erudita e os diálogos todos feitos com som de instrumento imitando as nuances da voz humana.
Divirtam-se!
A histótia é bem interessante, duas terras rivais, separadas pelo Mar da Discórdia: a Ilha do Jazz e a Terra da Simfonia. A trilha é demais, gravada por excelentes músicos de Jazz e música erudita e os diálogos todos feitos com som de instrumento imitando as nuances da voz humana.
Divirtam-se!
16 de maio de 2006
Letras 1
Quem dera eu tivesse o dom de escrever bem como um grande escritor tipo Gabriel Garcia Marques ou Edgar Allan Poe. Na verdade nem precisava tanto. Nessa vida não vai dar, gasto muito tempo tentando ser um bom músico. Vou lendo e me preparando p´ra quem sabe em outra encarnação. ;)
De qualquer forma, livros e textos bem escritos me inspiram e encantam. Abaixo segue um texto que caiu na minha mão há alguns anos e que retrata muito do que penso, podendo ser adaptado pra qualquer aspecto da arte ou mesmo da vida.
Os roedores da glória
JOSÉ INGENIEROS(1877-1925)
De O Homem Medíocre, trad. Gesner de Wilson Morgado, Rio, Melson, 1963.
Todo aquele que se sente capaz de criar um destino, com o seu talento e com o seu esforço, está inclinado a admirar o esforço e o talento nos demais; o desejo da própria glória não pode sentir-se coagido pelo legítimo enaltecimento alheio. Aquele que tem méritos sabe o que eles custam, e os respeita; estima, nos outros, o que desejaria que os outros estimassem nele. O medíocre ignora esta admiração franca: muitas vezes se resigna a aceitar o triunfo que ultrapassa as restrições da sua inveja. Mas aceitar não é amar, resignar-se não é admirar.
Os espíritos de asas curtas são malévolos; os grandes engenhos são admirativos. Estes sabem que os dons naturais não se transformam em talento ou engenho sem um esforço, que é a medida do seu mérito. Sabem que cada passo no sentido da glória custa trabalhos e vigílias, meditações profundas, tentativas de fim, consagração tenaz, a esse pintor, a esse poeta, a esse filósofo, a esse sábio; e compreendem que eles consumiram porventura o seu organismo, envelhecendo prematuramente; e a biografia dos grandes homens lhes ensina que muitos renunciaram o repouso ou o pão, sacrificando, tanto um como outro, a fim de ganhar tempo para meditar, ou para comprar um livro iluminador de suas meditações. Essa consciência daquilo em que o mérito importa, os faz respeitar. O invejoso, que o ignora, vê o resultado a que os outros chegam e ele não, sem suspeitar quantos espinhos foram semeados no caminho da glória. Todo escritor medíocre é candidato a criticastro. A incapacidade de criar impele-o a destruir. Sua falta de inspiração o induz a corroer o talento alheio, empanando-o com especiosidades que denunciam a sua irreparável inferioridade. Os altos engenhos são equânimes na crítica de seus iguais, como se reconhecessem, neles, uma consangüinidade em linha direta; no êmulo, não vêem nunca um rival.
O verdadeiro critico enriquece as obras que estuda, e em tudo o que toca deixa um rastro de sua personalidade., Os criticastros, que são, por instinto, inimigos da obra, desejam diminui-la, pela simples razão de que eles não a escreveram. Nem saberiam escreve-la, se o criticado lhes contestasse: "Faze-a melhor". Têm as mãos travadas por fitas métricas; seu afã de medir os outros corresponde ao sonho de rebaixá-los até à sua própria medida. São, por definição, prestamistas, parasitas, vivem do alheio, pois se limitam a baralhar, com mão hábil, o mesmo que aprenderam no livro que procuram desacreditar. Quando um grande escritor é erudito, reprovam-no como falto de originalidade; se não o é, apressam-se a culpá-lo de ignorância. Se emprega um raciocínio que outros usaram, denominam-no plagiário, embora assinale as fontes da sua sabedoria; se omite a assinalação, acusam-no, por serem vulgares, de improbidade. Em tudo encontram motivo para maldizer e invejar, revelando a sua antipatia interna.
O criticastro medíocre é incapaz de alinhavar três idéias fora do fio que a rotina lhe sugere. Sua bojuda ignorância obriga-o a confundir o mármore com o mecaxisto, e a voz com o falsete, inclinando-o a supor que todo o escritor original é um heresiarca. Os pacóvios dariam o que não têm, para saber escrever um pouquinho, para serem incorporados à crítica profissional. É o sonho dos que não podem criar. Permite uma maledicência medrosa e que não compromete, feita de mendacidade prudente, restringindo as perversidades para que fiquem mais agudas tirando aqui uma migalha e dando ali um arranhão, velando tudo o que pode ser objeto de admiração, rebaixando sempre com a oculta esperança de que possam aparecer a um mesmo nível os críticos e os criticados. O escritor original sabe que atormenta os medíocres aguilhoando-lhes essa paixão que os desespera em face do brilho alheio; o desespero dos fracassados é a lucro que melhor pode premiar o seu labor luminoso. O ridículo de um Zoilo chega sempre a andar passo a passo com a glória de um Homero.
Fermentam, em cada gênero de atividade intelectual, como pragas pediculares da originalidade; não perdoam aquele que incuba, em seu cérebro, essa larva silenciosa. Vivem para manchá-lo ou destroná-lo, sonham com o seu extermínio, conspiram com uma intemperança de terroristas, esgrimem sórdidas calúnias que fariam enrubescer um paquiderme. Vêem um perigo em cada astro e uma ameaça em cada gesto; tremem, pensando que existem homens capazes de subverter rotinas e preconceitos, de acender novos planetas no céu, de arrancar sua força aos raios e às cataratas, de infiltrar novos ideais às raças envelhecidas, de suprimir as distâncias, de violar a força de gravidade e de abalar o governo...
Os espíritos rotineiros são rebeldes à admiração: não reconhecem o fogo dos astros porque nunca tiveram, em si, uma única chispa. Jamais se entregam de boa-fé aos ideais ou às paixões que lhes assaltam o coração; preferem opor-lhes mil raciocínios, para privar-se do prazer de admirá-los. Confundirão sempre o equívoco e o cristalino, rebaixando todo ideal até às baixas intenções que supuram em seus cérebros. Pulverizarão todo o belo, esquecendo que o trigo moído e feito farinha já não pode germinar em espigas douradas, à luz do sol. "É um grande sinal de mediocridade - disse Leibniz - elogiar sempre moderadamente". Pascal dizia que os espíritos vulgares não encontram diferenças entre os homens : descobrem-se mais tipos originais, à medida que se possui maior engenho. O criticastro é miserável; admira um pouco todas as coisas, mas nada merece a sua admiração decidida. Aquele que não admira o melhor, não pode melhorar. Os que não sabem admirar não têm futuro. É uma covardia aplacar a admiração; é preciso cultivá-la, como fogo sagrado, evitando que a inveja a cubra com a sua pátina ignominiosa.
De qualquer forma, livros e textos bem escritos me inspiram e encantam. Abaixo segue um texto que caiu na minha mão há alguns anos e que retrata muito do que penso, podendo ser adaptado pra qualquer aspecto da arte ou mesmo da vida.
Os roedores da glória
JOSÉ INGENIEROS(1877-1925)
De O Homem Medíocre, trad. Gesner de Wilson Morgado, Rio, Melson, 1963.
Todo aquele que se sente capaz de criar um destino, com o seu talento e com o seu esforço, está inclinado a admirar o esforço e o talento nos demais; o desejo da própria glória não pode sentir-se coagido pelo legítimo enaltecimento alheio. Aquele que tem méritos sabe o que eles custam, e os respeita; estima, nos outros, o que desejaria que os outros estimassem nele. O medíocre ignora esta admiração franca: muitas vezes se resigna a aceitar o triunfo que ultrapassa as restrições da sua inveja. Mas aceitar não é amar, resignar-se não é admirar.
Os espíritos de asas curtas são malévolos; os grandes engenhos são admirativos. Estes sabem que os dons naturais não se transformam em talento ou engenho sem um esforço, que é a medida do seu mérito. Sabem que cada passo no sentido da glória custa trabalhos e vigílias, meditações profundas, tentativas de fim, consagração tenaz, a esse pintor, a esse poeta, a esse filósofo, a esse sábio; e compreendem que eles consumiram porventura o seu organismo, envelhecendo prematuramente; e a biografia dos grandes homens lhes ensina que muitos renunciaram o repouso ou o pão, sacrificando, tanto um como outro, a fim de ganhar tempo para meditar, ou para comprar um livro iluminador de suas meditações. Essa consciência daquilo em que o mérito importa, os faz respeitar. O invejoso, que o ignora, vê o resultado a que os outros chegam e ele não, sem suspeitar quantos espinhos foram semeados no caminho da glória. Todo escritor medíocre é candidato a criticastro. A incapacidade de criar impele-o a destruir. Sua falta de inspiração o induz a corroer o talento alheio, empanando-o com especiosidades que denunciam a sua irreparável inferioridade. Os altos engenhos são equânimes na crítica de seus iguais, como se reconhecessem, neles, uma consangüinidade em linha direta; no êmulo, não vêem nunca um rival.
O verdadeiro critico enriquece as obras que estuda, e em tudo o que toca deixa um rastro de sua personalidade., Os criticastros, que são, por instinto, inimigos da obra, desejam diminui-la, pela simples razão de que eles não a escreveram. Nem saberiam escreve-la, se o criticado lhes contestasse: "Faze-a melhor". Têm as mãos travadas por fitas métricas; seu afã de medir os outros corresponde ao sonho de rebaixá-los até à sua própria medida. São, por definição, prestamistas, parasitas, vivem do alheio, pois se limitam a baralhar, com mão hábil, o mesmo que aprenderam no livro que procuram desacreditar. Quando um grande escritor é erudito, reprovam-no como falto de originalidade; se não o é, apressam-se a culpá-lo de ignorância. Se emprega um raciocínio que outros usaram, denominam-no plagiário, embora assinale as fontes da sua sabedoria; se omite a assinalação, acusam-no, por serem vulgares, de improbidade. Em tudo encontram motivo para maldizer e invejar, revelando a sua antipatia interna.
O criticastro medíocre é incapaz de alinhavar três idéias fora do fio que a rotina lhe sugere. Sua bojuda ignorância obriga-o a confundir o mármore com o mecaxisto, e a voz com o falsete, inclinando-o a supor que todo o escritor original é um heresiarca. Os pacóvios dariam o que não têm, para saber escrever um pouquinho, para serem incorporados à crítica profissional. É o sonho dos que não podem criar. Permite uma maledicência medrosa e que não compromete, feita de mendacidade prudente, restringindo as perversidades para que fiquem mais agudas tirando aqui uma migalha e dando ali um arranhão, velando tudo o que pode ser objeto de admiração, rebaixando sempre com a oculta esperança de que possam aparecer a um mesmo nível os críticos e os criticados. O escritor original sabe que atormenta os medíocres aguilhoando-lhes essa paixão que os desespera em face do brilho alheio; o desespero dos fracassados é a lucro que melhor pode premiar o seu labor luminoso. O ridículo de um Zoilo chega sempre a andar passo a passo com a glória de um Homero.
Fermentam, em cada gênero de atividade intelectual, como pragas pediculares da originalidade; não perdoam aquele que incuba, em seu cérebro, essa larva silenciosa. Vivem para manchá-lo ou destroná-lo, sonham com o seu extermínio, conspiram com uma intemperança de terroristas, esgrimem sórdidas calúnias que fariam enrubescer um paquiderme. Vêem um perigo em cada astro e uma ameaça em cada gesto; tremem, pensando que existem homens capazes de subverter rotinas e preconceitos, de acender novos planetas no céu, de arrancar sua força aos raios e às cataratas, de infiltrar novos ideais às raças envelhecidas, de suprimir as distâncias, de violar a força de gravidade e de abalar o governo...
Os espíritos rotineiros são rebeldes à admiração: não reconhecem o fogo dos astros porque nunca tiveram, em si, uma única chispa. Jamais se entregam de boa-fé aos ideais ou às paixões que lhes assaltam o coração; preferem opor-lhes mil raciocínios, para privar-se do prazer de admirá-los. Confundirão sempre o equívoco e o cristalino, rebaixando todo ideal até às baixas intenções que supuram em seus cérebros. Pulverizarão todo o belo, esquecendo que o trigo moído e feito farinha já não pode germinar em espigas douradas, à luz do sol. "É um grande sinal de mediocridade - disse Leibniz - elogiar sempre moderadamente". Pascal dizia que os espíritos vulgares não encontram diferenças entre os homens : descobrem-se mais tipos originais, à medida que se possui maior engenho. O criticastro é miserável; admira um pouco todas as coisas, mas nada merece a sua admiração decidida. Aquele que não admira o melhor, não pode melhorar. Os que não sabem admirar não têm futuro. É uma covardia aplacar a admiração; é preciso cultivá-la, como fogo sagrado, evitando que a inveja a cubra com a sua pátina ignominiosa.
13 de maio de 2006
Sejam bem-vindos!
Bom, a idéia de criar um blog surgiu por uma necessidade minha de ter uma parte mais informal no site. Um local para posts pessoais, nos quais eu pudesse escrever futilidades e banalidades do dia-a-dia sem precisar do meu webmaster para isso, e também sem desvirtuar a seriedade de um site pessoal, que é também, em meu caso, um instrumento de trabalho.
Pretendo postar aqui desde comentários e indicações a respeito de livros e filmes, que são meus passa-tempos preferidos, até frases bem-humoradas e filosofias banais, nascidas de papos-cabeça tidos em uma caminhada no parque ou numa mesa de buteco. (Aff!)A idéia é usar esse espaço como mais um meio de interação com os visitantes do site e ao mesmo tempo como um espaço no qual eu possa registrar momentos, sentimentos e pensamentos não do meu cotidiano, mas sim que eu ache que por algum motivo deva ser compartilhado com outras pessoas.
Como não tenho muito tempo livre, provavelmente o volume de posts, principalmente nos quais eu precise escrever muito, não será grande, mas tentarei manter uma regularidade.
Pra quem gostou da idéia, seja bem-vindo e volte sempre, para quem não é só não acessar... Simples assim ;)
Abraços e beijos a todos! (vcs sabem quem ganha beijo e quem abraço...)
Pretendo postar aqui desde comentários e indicações a respeito de livros e filmes, que são meus passa-tempos preferidos, até frases bem-humoradas e filosofias banais, nascidas de papos-cabeça tidos em uma caminhada no parque ou numa mesa de buteco. (Aff!)A idéia é usar esse espaço como mais um meio de interação com os visitantes do site e ao mesmo tempo como um espaço no qual eu possa registrar momentos, sentimentos e pensamentos não do meu cotidiano, mas sim que eu ache que por algum motivo deva ser compartilhado com outras pessoas.
Como não tenho muito tempo livre, provavelmente o volume de posts, principalmente nos quais eu precise escrever muito, não será grande, mas tentarei manter uma regularidade.
Pra quem gostou da idéia, seja bem-vindo e volte sempre, para quem não é só não acessar... Simples assim ;)
Abraços e beijos a todos! (vcs sabem quem ganha beijo e quem abraço...)
9 de abril de 2006
BIOGRAFIA
Marcelo Barbosa começou a tocar guitarra aos doze anos de idade. Durante alguns anos, estudou com vários professores, mas principalmente Allan Marshall, que lhe ensinou os princípios da Harmonia e da Improvisação.
Aos dezessete já era músico profissional e lecionava em duas das principais escolas de Brasília. Nesse mesmo período, começa a tocar na noite brasiliense, acompanhar cantores e participar de gravações como músico contratado.
Em 1996, decide montar a sua própria escola. A idéia era fundar um instituto especializado em guitarra, coisa até então inédita em Brasília. Marcelo Barbosa escreveu todo o material didático e, além de lecionar, coordenava os outros professores. O GTR cresceu e hoje é uma das referências no ensino da guitarra no país, tendo atendido a mais de quatro mil alunos ao longo da sua história e conta, atualmente, com mais de 500 alunos matriculados em três unidades.
Ao longo dos anos, Marcelo Barbosa participou de diversos cursos com nomes como Greg Howe, Lula Galvão, Hélio Delmiro, Toninho Horta, Guinga, Ian Guest dentre outros, aprimorando a sua técnica e sua musicalidade.
No ano de 2000, Marcelo começa a trabalhar com a banda de Pop/Rock Zero10, tocando nas principais casas de shows de Brasília, assim como em eventos particulares.
Em 2001, Marcelo é convidado a integrar o time de colunistas da conceituada publicação nacional de guitarra Guitar Class, onde permaneceu colaborando por quase dois anos.
Em 2002, Marcelo embarca para os EUA a fim de participar de um curso de verão na Berklee Colege of Music, a mais conceituada faculdade de música do mundo. Dentre mais de 400 guitarristas de todo o mundo, Marcelo é um dos doze selecionados para ganhar uma bolsa de estudos para o curso regular da faculdade.
Em 2003 acontece o lançamento do primeiro CD da banda Khallice, The Journey, que recebe excelentes críticas em revistas e sites especializados, e é indicado como um dos melhores álbuns de metal do ano pela revista Roadie Crew.
Ainda em 2003, é convidado a participar do CD Guitarras do Cerrado, uma coletânea que reúne cinco dos mais expressivos nomes da guitarra brasiliense. Marcelo grava duas músicas inéditas e instrumentais para esse projeto, e começa a divulgar o seu trabalho solo.
Em janeiro de 2004, o CD do Khallice, já esgotado, é re-lançado pelo selo paulista Hellion, e dessa vez distribuído também na Europa e em outros países da América do Sul. The Journey mais uma vez recebe excelentes críticas da mídia especializada, dentro e fora do Brasil.
2005 foi o ano de dois novos lançamentos fonográficos para Marcelo. A coletânea Metal do Cerrado (GRV) com cinco bandas expressivas de metal do DF conta com duas músicas do Khallice e o primeiro CD autoral da banda Zero10 intitulado Novo Dia.
No segundo semestre de 2005 recebe o convite para escrever mensalmente para uma das maiores revistas especializadas do Brasil, a Cover Guitarra permaneccendo em seu time de cooolunistas até hoje.
Ainda em 2005 Marcelo viajou por várias cidades do Brasil como São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Goiânia, ministrando workshops e fazendo shows ao lado da Khallice.
Marcelo acaba de escrever um método sobre técnica da série Toque de Mestre da editora paulista HMP que será lançado ainda no começo de 2006 sendo vendido nas bancas de revistas de todo o Brasil.
Outros lançamentos ainda para o primeiro semestre de 2006 são um DVD ao vivo e o segundo CD do Khallice.
Marcelo Barbosa ainda trabalha ao lado de diversas marcas, ajudando a desenvolver e divulgar os seus produtos. São elas Guitarras Tagima, cordas Elixir, amplificadores Warm Music e cabos Santo Ângelo.
Aos dezessete já era músico profissional e lecionava em duas das principais escolas de Brasília. Nesse mesmo período, começa a tocar na noite brasiliense, acompanhar cantores e participar de gravações como músico contratado.
Em 1996, decide montar a sua própria escola. A idéia era fundar um instituto especializado em guitarra, coisa até então inédita em Brasília. Marcelo Barbosa escreveu todo o material didático e, além de lecionar, coordenava os outros professores. O GTR cresceu e hoje é uma das referências no ensino da guitarra no país, tendo atendido a mais de quatro mil alunos ao longo da sua história e conta, atualmente, com mais de 500 alunos matriculados em três unidades.
Ao longo dos anos, Marcelo Barbosa participou de diversos cursos com nomes como Greg Howe, Lula Galvão, Hélio Delmiro, Toninho Horta, Guinga, Ian Guest dentre outros, aprimorando a sua técnica e sua musicalidade.
No ano de 2000, Marcelo começa a trabalhar com a banda de Pop/Rock Zero10, tocando nas principais casas de shows de Brasília, assim como em eventos particulares.
Em 2001, Marcelo é convidado a integrar o time de colunistas da conceituada publicação nacional de guitarra Guitar Class, onde permaneceu colaborando por quase dois anos.
Em 2002, Marcelo embarca para os EUA a fim de participar de um curso de verão na Berklee Colege of Music, a mais conceituada faculdade de música do mundo. Dentre mais de 400 guitarristas de todo o mundo, Marcelo é um dos doze selecionados para ganhar uma bolsa de estudos para o curso regular da faculdade.
Em 2003 acontece o lançamento do primeiro CD da banda Khallice, The Journey, que recebe excelentes críticas em revistas e sites especializados, e é indicado como um dos melhores álbuns de metal do ano pela revista Roadie Crew.
Ainda em 2003, é convidado a participar do CD Guitarras do Cerrado, uma coletânea que reúne cinco dos mais expressivos nomes da guitarra brasiliense. Marcelo grava duas músicas inéditas e instrumentais para esse projeto, e começa a divulgar o seu trabalho solo.
Em janeiro de 2004, o CD do Khallice, já esgotado, é re-lançado pelo selo paulista Hellion, e dessa vez distribuído também na Europa e em outros países da América do Sul. The Journey mais uma vez recebe excelentes críticas da mídia especializada, dentro e fora do Brasil.
2005 foi o ano de dois novos lançamentos fonográficos para Marcelo. A coletânea Metal do Cerrado (GRV) com cinco bandas expressivas de metal do DF conta com duas músicas do Khallice e o primeiro CD autoral da banda Zero10 intitulado Novo Dia.
No segundo semestre de 2005 recebe o convite para escrever mensalmente para uma das maiores revistas especializadas do Brasil, a Cover Guitarra permaneccendo em seu time de cooolunistas até hoje.
Ainda em 2005 Marcelo viajou por várias cidades do Brasil como São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Goiânia, ministrando workshops e fazendo shows ao lado da Khallice.
Marcelo acaba de escrever um método sobre técnica da série Toque de Mestre da editora paulista HMP que será lançado ainda no começo de 2006 sendo vendido nas bancas de revistas de todo o Brasil.
Outros lançamentos ainda para o primeiro semestre de 2006 são um DVD ao vivo e o segundo CD do Khallice.
Marcelo Barbosa ainda trabalha ao lado de diversas marcas, ajudando a desenvolver e divulgar os seus produtos. São elas Guitarras Tagima, cordas Elixir, amplificadores Warm Music e cabos Santo Ângelo.
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