Bom dia flores e cravos do dia. Já recuperei meu bom humor depois de uma boa noite de sono. Rs
Ontem, movido por extremo cansaço, após muitas horas de labuta, fiz um post no qual eu questionava o porquê de eu não ter escolhido um ofício para o qual eu não precisasse estudar todos os dias. Para minha surpresa, tanto aqui quanto no Twitter, muita gente respondeu que essa profissão não existe. E que todas elas exigem estudo contínuo e diário.
Na teoria é muito bonito. Na verdade, o estudo contínuo e diário, na minha opnião, é a única maneira de melhorarmos, seja como indivíduo ou profissional. Portanto, a prática deveria ser rotineira à todos os seres humanos, independente da profissão. Todavia, dizer que todo profissional faz isso é forçar a barra né? Fiquei aqui pensando nos meus amigos, parentes, conhecidos e tentando lembrar das vezes que telefonei, fui às suas casas ou fiz um convite e os flagrei estudando algo de útil para a profissão. Até porque, venhamos e convenhamos, a maioria delas, depois de aprendido o necessário, o estudo passa a ser muito mais para manutenção ou devido à alguma mudança no processo de realização do trabalho. Não digo com isso que profissão alguma é melhor ou mais importante do que outra, mas sem dúvida, cada uma tem suas características e não adianta querer dizer que quem ganha a vida como triatleta se dedica ao que faz proporcionalmente à quem o faz como funcionário por exemplo. (Mais uma vez, sem juízo de valor aqui?)
Uma coisa é certa,as pessoas que realmente SABEM do que estou falando, SABEM do que estou falando.
Abraços a todos de todas as profissões. Tô indo pra SP. Espero que o piloto tenha estudado o suficiente... rs
Abraços!
24 de maio de 2011
23 de maio de 2011
Almah 2011 II
Estou indo novamente pra SP hoje à tarde para, desta vez, finalizar os trabalhos de guitarras e violões do novo CD do Almah.
Por enquanto. postarei dois outros videos sobre a produção deste trabalho, em breve tem mais.
Por enquanto. postarei dois outros videos sobre a produção deste trabalho, em breve tem mais.
19 de maio de 2011
Almah 2011
Estou entre idas e vindas entre BSB e SP, primeiro pré produzindo e agora gravando as guitarras do novo CD do Almah. O clima no estudio está muito bom e estamos certos de que o CD vai ficar maravilhoso. À medida que as músicas tomam forma, percebemos o peso e profundidade das mesmas e seus arranjos. Todas as bases de guitarra já foram gravadas e estamos agora gravando alguns detalhes e os solos. Preciso voltar no fim de semana para Brasília para alguns shows e compromissos e por isso acredito que até o meio da semana que vem finalizaremos as guitarras e violões.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e confesso isso às vezes me atordoa um pouco. Mas vamo que vamo! Gravei dois videos com pedaços das músicas. São curtos, pois não podemos entregar o ouro antes da hora, mas acho que dá pra aguçar um pouco a curiosidade de vocês. Alguns elementos lembram o FE, afinal, é a mesma banda e os mesmos dois guitarristas. Esses elementos fazem parte da identidade sonora da banda. Mas tenho certeza que ousamos bastante na maior parte do disco e muita coisa vem bem diferente do material apresentado no CD anterior. Cometi o erro de gravar o segundo video com o IPhone em pé ao invés de "deitado", por isso a imagem ficou restrita ao centro a tela. Desculpem a ignorância... anyway, o som tá lá e é o que importa...
Seguem os videos mencionados. Em breve tem coisa nova.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e confesso isso às vezes me atordoa um pouco. Mas vamo que vamo! Gravei dois videos com pedaços das músicas. São curtos, pois não podemos entregar o ouro antes da hora, mas acho que dá pra aguçar um pouco a curiosidade de vocês. Alguns elementos lembram o FE, afinal, é a mesma banda e os mesmos dois guitarristas. Esses elementos fazem parte da identidade sonora da banda. Mas tenho certeza que ousamos bastante na maior parte do disco e muita coisa vem bem diferente do material apresentado no CD anterior. Cometi o erro de gravar o segundo video com o IPhone em pé ao invés de "deitado", por isso a imagem ficou restrita ao centro a tela. Desculpem a ignorância... anyway, o som tá lá e é o que importa...
Seguem os videos mencionados. Em breve tem coisa nova.
3 de maio de 2011
7 de abril de 2011
Update Maiden/EUA - Parte I
Sei que tenho andado meio relapso com relação à este espaço aqui. Principalmente no que concerne à textos grandes e de cunho pessoal. O fato é que, como já devo ter mencionado, em alguns momentos eu precisaria de alguns clones pra manter todas as frentes em dia, eu acabo tendo que escolher aquelas que, naquele momento, me parecem mais urgentes. Acho que o show de abertura para o Iron Maiden assim como a minha segunda vinda aos EUA em 2011 merecem serem postadas por aqui. Na verdade, a vinda para a NAMM em janeiro/fevereiro também merece. Em breve tentarei lembrar dos detalhes e relatar essa experiência também a quem possa interessar.
Khallice / Iron Maiden
Como de costume, os convites para esses shows de abertura sempre ocorrem meio que em cima da hora. Recebemos o telefonema faltando uma semana para o evento, e comparado à algumas outras experiências até que tivemos um certo tempo para fazer os devidos preparativos. O interessante é que algumas semanas antes uma amiga havia me perguntado se iríamos tocar no show do Iron e eu havia respondido que acreditava que não, já que ninguém havia entrado em contato nem pra sondar a possibilidade. Enfim, quando tudo se confirmou foi necessário acertar toda parte de pré produção, contactar técnicos de PA, monitor, luz, roadies, envio de especificações técnicas, definição de repertório, acerto de cachê etc, etc, etc, além do agendamento de uma maratona de ensaios. Como todos da banda temos muitos afazeres, é sempre uma certa dificuldade encontrar horários compatíveis com os cinco músicos e por isso pintam uns ensaios bizarros do tipo: domingo de 9:30 às 13. Ou segunda das 21:30 às 00:00. O fato é que já foi bem pior. Hoje, tenho uma sala de ensaio no GTR que utilizo para ensaiar os meus trabalhos. Lembro-me que na minha adolescencia, precisávamos sempre alugar uma sala de ensaio para tal fim. Ou seja, além de conciliar os horários dos músicos, era necessário que isso batesse com os horários que os estúdios tinham disponíveis. Àquela época, em Brasília, haviam poucos espaços para este fim e por isso, muitas vezes tive que ensaiar em horários de madrugada, como das 2 as 5 da manhã. Por este motivo, é melhor não reclamar, até porque o motivo dos ensaios valia e muito à pena.
Normalmente, num dia de um show como este, precisamos ficar o dia inteiro por conta. Primeiro porque os preparativos são muitos. É bastante equipamento pra transportar, montar e conferir. Hoje em dia acontece uma coisa engraçada. Apesar da preocupação para que tudo dê certo, não fico ansioso ou nervoso até mais ou menos uma hora antes do show. Até este momento, mesmo em uma apresentação deste porte, não sofro nenhum tipo de pressão psicológica consciente. Se ela existe, não percebo. Começa um pouquinho de ansiedade nos últimos minutos antes de entrar no palco.
Outra coisa interessante, é que já toquei no mesmo palco que inúmeras bandas do mainstream nacional, mas o melhor tratamento que recebemos sempre é das bandas gringas, infinitamente maiores que as nacionais. Com o Iron não foi diferente: camarim bem instalado, bebidas e comida à vontade e uma passagem de som decente, dentro das possibilidades. O padrão de qualidade gringo é realmente outro.
Chegamos ao local do evento para passagem de som e montagem no horário combinado: 15 horas. Como de costume, a passagem do Iron demorou mais do que o previsto o que atrasou a nossa em quase duas horas. Durante este tempo ficamos em nosso camarim papeando.
Para este show eu resolvi experimentar um setup diferente do que uso normalmente. Meu Orange Rockverb de 100 Watts, ligado em duas caixas 4 X 12, também Orange, e um set de pedais analógicos de altíssima qualidade. O som ficou absurdo e isso me leva ao segundo motivo do post, que será explicado depois. (minha vinda pros EUA). O único porém deste set de pedais, é que realmente desacostumei com o famoso "sapateado". Na balada Reasons, do nosso segundo CD por exemplo, durante a estrofe eu uso uma combinação de canal A do Orange, Compressor, Chorus e Delay, para o som limpo. Na sequencia entra o refrão que é o Canal B do amp sem nenhum desses pedais ligados. São quatro pisadas para uma única mudança de timbre. Sinceramente, a vida é muito curta pra eu gastar parte dela para pisando em mil pedais podendo faze-lo apenas uma vez. Além disso, optei por usar o meu pouquíssimo exigido transmissor sem fio. Como em 90% dos casos tocamos em palcos de pequeno e médio porte, para mim não faz sentido usá-lo sempre. Já no caso de um palco grande ele é muito útil, pois além de dar mobilidade por todo o palco, evida que os cabos se cruzem, caso você resolva "visitar" algum outro músico do outro lado do palco.
Como de costume, a nossa passagem de som foi rápida mas bem eficiente. Contamos com uma equipe técnica bastante competente e experiente e isso facilita muito as coisas em momentos como estes. O som no palco estava confortável e agora só faltava esperar a hora do show.
Precisei sair do local do evento para correr em casa para tomar um banho e trocar de roupa. Como terminamos a passagem de som quase 18 e nosso show estava marcado para 19:30 o prazo não seria problema. Aproveitei para conferir se a panfletagem do GTR que organizei do lado de fora do evento estava acontecendo de maneira apropriada, poois tratava-se também de uma boa oportunidade de divulgar a escola.
Cheguei de volta ai camarim às 19 em ponto e lá fiquei com os outros integrantes da banda conversando e tocando um pouco de guitarra para aquecer os dedos. Essa é a hora que normalmente bate um pouco de ansiedade. Acho que é aquela preocupação para que tudo dê certo.
Entramos no palco faltando 5 minutos para as 20 e tocamos pouco mais de meia hora de show. Optamos por um repertório de seis músicas mais baseado no CD Inside Your Head que é o mais atual. Foi uma grande curtição. O público nos recebeu muito bem e estou certo de que fizemos à altura do evento. O interessante é que nessas horas o tempo passa que você nem sente. A noção de tempo vai pro espaço e tudo parece passar em um piscar de olhos. Outro fato curioso é que durante a nossa apresentação, o guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, se aproximou do meu técnico de guitarra para elogiar o meu som e perguntar que equipamentos eu estava usando. Mais engraçado ainda é que, segundo o Bruno, ele se referiu a mim como "that Kid" (aquele garoto).....kkkkkkkk Me senti bem, afinal, exatamente hoje completo 36 anos de idade. Se ainda tô passando por garoto tá tudo certo. Por outro lado, pode ser apenas uma questão de referência, levando em consideração o nobríssimo autor da frase.
Quando tudo passou eu estava tão esgotado que não consegui ver o show do Maiden inteiro. Devo ter visto uma hora e pouco do show e voltei pra casa onde praticamente desmaiei. No dia seguinte, como de costume, amanheci gripado. Essa é praticamente uma regra em minha vida: sempre que tenho algum evento ou projeto importante a realizar, após findado o mesmo, adoeço. É como se nos dias anteriores eu gastasse toda a energia com os preparativos e quando relaxasse o corpo exigisse na marra algum descanso. Normal, nem me preocupo mais, sempre foi assim.
Agradeço o apoio de todos e a energia positiva do público lá presente. Sempre um prazer tocar em Brasília, ainda mais com o Khallice, banda candanga que há tantos anos vem escrevendo a sua história junto com a da cidade.
CONTINUA...
Khallice / Iron Maiden
Como de costume, os convites para esses shows de abertura sempre ocorrem meio que em cima da hora. Recebemos o telefonema faltando uma semana para o evento, e comparado à algumas outras experiências até que tivemos um certo tempo para fazer os devidos preparativos. O interessante é que algumas semanas antes uma amiga havia me perguntado se iríamos tocar no show do Iron e eu havia respondido que acreditava que não, já que ninguém havia entrado em contato nem pra sondar a possibilidade. Enfim, quando tudo se confirmou foi necessário acertar toda parte de pré produção, contactar técnicos de PA, monitor, luz, roadies, envio de especificações técnicas, definição de repertório, acerto de cachê etc, etc, etc, além do agendamento de uma maratona de ensaios. Como todos da banda temos muitos afazeres, é sempre uma certa dificuldade encontrar horários compatíveis com os cinco músicos e por isso pintam uns ensaios bizarros do tipo: domingo de 9:30 às 13. Ou segunda das 21:30 às 00:00. O fato é que já foi bem pior. Hoje, tenho uma sala de ensaio no GTR que utilizo para ensaiar os meus trabalhos. Lembro-me que na minha adolescencia, precisávamos sempre alugar uma sala de ensaio para tal fim. Ou seja, além de conciliar os horários dos músicos, era necessário que isso batesse com os horários que os estúdios tinham disponíveis. Àquela época, em Brasília, haviam poucos espaços para este fim e por isso, muitas vezes tive que ensaiar em horários de madrugada, como das 2 as 5 da manhã. Por este motivo, é melhor não reclamar, até porque o motivo dos ensaios valia e muito à pena.
Normalmente, num dia de um show como este, precisamos ficar o dia inteiro por conta. Primeiro porque os preparativos são muitos. É bastante equipamento pra transportar, montar e conferir. Hoje em dia acontece uma coisa engraçada. Apesar da preocupação para que tudo dê certo, não fico ansioso ou nervoso até mais ou menos uma hora antes do show. Até este momento, mesmo em uma apresentação deste porte, não sofro nenhum tipo de pressão psicológica consciente. Se ela existe, não percebo. Começa um pouquinho de ansiedade nos últimos minutos antes de entrar no palco.
Outra coisa interessante, é que já toquei no mesmo palco que inúmeras bandas do mainstream nacional, mas o melhor tratamento que recebemos sempre é das bandas gringas, infinitamente maiores que as nacionais. Com o Iron não foi diferente: camarim bem instalado, bebidas e comida à vontade e uma passagem de som decente, dentro das possibilidades. O padrão de qualidade gringo é realmente outro.
Chegamos ao local do evento para passagem de som e montagem no horário combinado: 15 horas. Como de costume, a passagem do Iron demorou mais do que o previsto o que atrasou a nossa em quase duas horas. Durante este tempo ficamos em nosso camarim papeando.
Para este show eu resolvi experimentar um setup diferente do que uso normalmente. Meu Orange Rockverb de 100 Watts, ligado em duas caixas 4 X 12, também Orange, e um set de pedais analógicos de altíssima qualidade. O som ficou absurdo e isso me leva ao segundo motivo do post, que será explicado depois. (minha vinda pros EUA). O único porém deste set de pedais, é que realmente desacostumei com o famoso "sapateado". Na balada Reasons, do nosso segundo CD por exemplo, durante a estrofe eu uso uma combinação de canal A do Orange, Compressor, Chorus e Delay, para o som limpo. Na sequencia entra o refrão que é o Canal B do amp sem nenhum desses pedais ligados. São quatro pisadas para uma única mudança de timbre. Sinceramente, a vida é muito curta pra eu gastar parte dela para pisando em mil pedais podendo faze-lo apenas uma vez. Além disso, optei por usar o meu pouquíssimo exigido transmissor sem fio. Como em 90% dos casos tocamos em palcos de pequeno e médio porte, para mim não faz sentido usá-lo sempre. Já no caso de um palco grande ele é muito útil, pois além de dar mobilidade por todo o palco, evida que os cabos se cruzem, caso você resolva "visitar" algum outro músico do outro lado do palco.
Como de costume, a nossa passagem de som foi rápida mas bem eficiente. Contamos com uma equipe técnica bastante competente e experiente e isso facilita muito as coisas em momentos como estes. O som no palco estava confortável e agora só faltava esperar a hora do show.
Precisei sair do local do evento para correr em casa para tomar um banho e trocar de roupa. Como terminamos a passagem de som quase 18 e nosso show estava marcado para 19:30 o prazo não seria problema. Aproveitei para conferir se a panfletagem do GTR que organizei do lado de fora do evento estava acontecendo de maneira apropriada, poois tratava-se também de uma boa oportunidade de divulgar a escola.
Cheguei de volta ai camarim às 19 em ponto e lá fiquei com os outros integrantes da banda conversando e tocando um pouco de guitarra para aquecer os dedos. Essa é a hora que normalmente bate um pouco de ansiedade. Acho que é aquela preocupação para que tudo dê certo.
Entramos no palco faltando 5 minutos para as 20 e tocamos pouco mais de meia hora de show. Optamos por um repertório de seis músicas mais baseado no CD Inside Your Head que é o mais atual. Foi uma grande curtição. O público nos recebeu muito bem e estou certo de que fizemos à altura do evento. O interessante é que nessas horas o tempo passa que você nem sente. A noção de tempo vai pro espaço e tudo parece passar em um piscar de olhos. Outro fato curioso é que durante a nossa apresentação, o guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, se aproximou do meu técnico de guitarra para elogiar o meu som e perguntar que equipamentos eu estava usando. Mais engraçado ainda é que, segundo o Bruno, ele se referiu a mim como "that Kid" (aquele garoto).....kkkkkkkk Me senti bem, afinal, exatamente hoje completo 36 anos de idade. Se ainda tô passando por garoto tá tudo certo. Por outro lado, pode ser apenas uma questão de referência, levando em consideração o nobríssimo autor da frase.
Quando tudo passou eu estava tão esgotado que não consegui ver o show do Maiden inteiro. Devo ter visto uma hora e pouco do show e voltei pra casa onde praticamente desmaiei. No dia seguinte, como de costume, amanheci gripado. Essa é praticamente uma regra em minha vida: sempre que tenho algum evento ou projeto importante a realizar, após findado o mesmo, adoeço. É como se nos dias anteriores eu gastasse toda a energia com os preparativos e quando relaxasse o corpo exigisse na marra algum descanso. Normal, nem me preocupo mais, sempre foi assim.
Agradeço o apoio de todos e a energia positiva do público lá presente. Sempre um prazer tocar em Brasília, ainda mais com o Khallice, banda candanga que há tantos anos vem escrevendo a sua história junto com a da cidade.
CONTINUA...
22 de março de 2011
Khallice no show do Iron!
Confirmamos hoje que o Khallice vai abrir o show do Iron Maiden em Brasília, quarta-feira que vem. O início da nossa apresentação está marcado para as 19:30, portanto, cheguem cedo! ;) Vejo vocês lá!
17 de março de 2011
11 de março de 2011
Zero10 2011
Primeiro show do ano!
Saudade de ver a Zero10 no UK todo sábado? Enquanto o nosso Quartel General sofre uma reforma vamo invadir o O'RiIlley?
Contamos com a presença de vocês.
Saudade de ver a Zero10 no UK todo sábado? Enquanto o nosso Quartel General sofre uma reforma vamo invadir o O'RiIlley?
Contamos com a presença de vocês.
7 de março de 2011
Video do Workshop em RJ
Em dezembro fui ministrar um workshop na Escola Música Moderna, do meu amigo Alex Martinho. A escola fica em Niterói e recomendo à todos da região.
Além da excelente estrutura e filosofia de ensino, todos os professores tocam muito e são pessoas nota 10. Segue o primeiro video.
Além da excelente estrutura e filosofia de ensino, todos os professores tocam muito e são pessoas nota 10. Segue o primeiro video.
26 de fevereiro de 2011
Letras 54
Trecho de um dos meus livros de cabeceira (O Homem Medíocre), pilar formador de minha psique, com mais quatro ou cinco obras de igual valor.
"Há alguns excessos de bondade que não poderiam diferenciar-se do envilecimento; há falta de justiça na moral do perdão sistemático. Fica bem perdoar uma vez, e seria iníquo não perdoar nunca; mas, aquele que perdoa duas vezes, torna-se cúmplice dos malvados.
Não sabemos o que teria feito Cristo, se lhe tivessem esbofeteado a outra face que ofereceu ao que o afrontara, esbofetando a primeira: os escolásticos preferem não discutir este problema.
Ensinemos a perdoar; mas ensinemos, também, a não ofender. Será mais eficiente. Ensinemos com exemplo, não ofendendo. Admitamos que, na primeira vez, ofende-se por ignorância; mas convém crer que, na segunda, seja por vilania. O mal não se corrige com a complacência, nem com a cumplicidade; isto é nocivo, como os venenos, e devem opôr-se, a tal conceito, antídotos eficazes: a reprovação e o desprezo."
"Há alguns excessos de bondade que não poderiam diferenciar-se do envilecimento; há falta de justiça na moral do perdão sistemático. Fica bem perdoar uma vez, e seria iníquo não perdoar nunca; mas, aquele que perdoa duas vezes, torna-se cúmplice dos malvados.
Não sabemos o que teria feito Cristo, se lhe tivessem esbofeteado a outra face que ofereceu ao que o afrontara, esbofetando a primeira: os escolásticos preferem não discutir este problema.
Ensinemos a perdoar; mas ensinemos, também, a não ofender. Será mais eficiente. Ensinemos com exemplo, não ofendendo. Admitamos que, na primeira vez, ofende-se por ignorância; mas convém crer que, na segunda, seja por vilania. O mal não se corrige com a complacência, nem com a cumplicidade; isto é nocivo, como os venenos, e devem opôr-se, a tal conceito, antídotos eficazes: a reprovação e o desprezo."
21 de fevereiro de 2011
20 de fevereiro de 2011
Letras 53
Vi no Facebook e lembrei o quão importante é este texto.
O SONHO DOS RATOS
Rubem Alves
Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade...Bem pertinho é modo de dizer.
Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato... O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...Os ratos odiavam o gato.
Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. "Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
- Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.
O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.
Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.
Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.
O SONHO DOS RATOS
Rubem Alves
Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha. Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes. Comer o queijo seria a suprema felicidade...Bem pertinho é modo de dizer.
Na verdade, o queijo estava imensamente longe porque entre ele e os ratos estava um gato... O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca. Por vezes fingia dormir. Mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...Os ratos odiavam o gato.
Quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato (não se sabe bem para quem), e chegaram mesmo a escrever livros com a crítica filosófica dos gatos.Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais. "Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.
- Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções.
Era comovente ver tanta fraternidade. Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo. E quanto mais o comiam, mais ele crescia. Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem: crescem sempre. E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: "o queijo, já!"...
Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido. O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco. Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era.
O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria. Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum. E foi então que a transformação aconteceu.
Bastou a primeira mordida. Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.
Arreganharam os dentes.Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos. A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem. O projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.
Mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando.Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo. Tinham todo o jeito do gato o olhar malvado, os dentes à mostra.
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. E compreenderam, então, que não havia diferença alguma. Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato. Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.
14 de fevereiro de 2011
Kotzen em Brasília!
RICHIE KOTZEN
O rockeiro Richie Kotzen está de volta a Brasília e embora ainda promova o álbum "Peace Sign", Kotzen promete um show diferente, tocando músicas do EP "Angry Boy", além de alguns hits de sua carreira. O guitarrista, que integrou as bandas Poison e Mr. Big, tem uma grande legião de admiradores no Brasil, que exaltam o seu trabalho em estilos como Hard Rock, Rock'n'Roll, Jazz, Fusion e Soul. Sua aceitação no Brasil é tanta que uma de suas vindas resultou no lançamento do CD "Live in São Paulo" (2008), gravado no Stones Bar (SP).
SERVIÇO
Data: 18 de março de 2010
Local: América Rock Club (www.americarockclub.com.br), que fica em frente ao Carrefour (QS 03 - Conjunto 13 - Loja 2B - Taguatinga Sul).
Horário: a partir das 21h
Classificação indicativa: 16 anos
Pontos de venda:
GTR Instituto de Guitarra
ASA SUL - CLS 111 BLOCO A LOJA 10
ASA NORTE - SCRN 708/709 BLOCO C LOJA 10
Valor do ingresso: R$70,00 (meia entrada)
* Os valores poderão sofrer alterações sem aviso prévio.
Produção: Cuca Nova
Informações: 61 9136-3887 / contato@cucanova.com.br
3 de fevereiro de 2011
Imagens 21
Não sei se mencionei este fato por aqui antes, mas sou um grande fã da publicidade bem feita. Tem coisas neste meio que realmente me emocionam e me fazem pensar em como alguém pode ter bolado algo tão bacana pra vender um produto ou idéia. Quando eu ainda assistia televisão (há mais de dez anos), muitas vezes me pegava mais interessado no intervalo comercial do que no programa propriamente dito. Tenho também um grande interesse pelo processo criativo no que tange a qualquer forma de divulgação em massa, quando feita com criatividade e excelência.
Por outro lado, morro de rir com as propagandas toscas também. Sempre achei interessante pensar que, supostamente, qualquer idéia, boa ou ruim, foi escolhida entre outras. Além disso, alguém foi pago pra fazer aquilo e, o que é pior, o cliente gostou e aprovou. Isso também me assusta um pouco. A falta de bom senso, referência ou vergonha na cara podem fazer muito mal a quem deseja vender um produto. Quando vejo uma péssima idéia ou mesmo uma boa idéia mal executada, fico pensando nas pessoas envolvidas. Fico imaginando elas olhando umas pras outras empolgadas e dizendo> - É isso! Fechou! Como assim é isso? Como assim fechou? kkkkkkkkkkkk...
Enfim, Hoje recebi pelo FB um comercial que adorei. Como ele é de carro, lembrei de outro muito bom que vi há algum tempo. Espero que gostem.
Por outro lado, morro de rir com as propagandas toscas também. Sempre achei interessante pensar que, supostamente, qualquer idéia, boa ou ruim, foi escolhida entre outras. Além disso, alguém foi pago pra fazer aquilo e, o que é pior, o cliente gostou e aprovou. Isso também me assusta um pouco. A falta de bom senso, referência ou vergonha na cara podem fazer muito mal a quem deseja vender um produto. Quando vejo uma péssima idéia ou mesmo uma boa idéia mal executada, fico pensando nas pessoas envolvidas. Fico imaginando elas olhando umas pras outras empolgadas e dizendo> - É isso! Fechou! Como assim é isso? Como assim fechou? kkkkkkkkkkkk...
Enfim, Hoje recebi pelo FB um comercial que adorei. Como ele é de carro, lembrei de outro muito bom que vi há algum tempo. Espero que gostem.
28 de janeiro de 2011
Video GTR
Vocês achavam que eu estava à passear pela América do Norte e que tudo por aqui estava parado né? Pois bem, além da entrevista postada abaixo, acabamos de finalizar um video de divulgação do GTR no qual estamos trabalhando desde o final de novembro.
Não esqueçam de ir no Youtube comentar, indicar e "thumbs upzar" ok? Quero saber o que acham deste meu projeto ao qual tanto me dedido nos últimos 15 anos. Espero que gostem. ;)
Não esqueçam de ir no Youtube comentar, indicar e "thumbs upzar" ok? Quero saber o que acham deste meu projeto ao qual tanto me dedido nos últimos 15 anos. Espero que gostem. ;)
24 de janeiro de 2011
Matéria no Correio
Há alguns dias, quando estava em San Francisco, recebi um telefonema de uma jornalista do maior jornal de Brasília querendo fazer uma entrevista sobre o Guitarosofia. Como não queria ter que vender uma córnea, um rim e um pulmão para pagar os impulsos de deslocamento combinamos de fazer por email memso, já que a matéria era pra hoje e o deade line poucas horas depois do telefonema. (Detalhe que em San Fran estávamos seis horas à frente do tempo de Brasília, portanto, eu teria pouco tempo para a realização da tarefa.
Hoje comprei o jornal e lá estava a dita matéria. Gostei do resultado e a publico, na íntegra, aqui:
YouTube vira uma espécie de escola e os chamados tutoriais fazem sucesso
Carolina Vicentin
Publicação: 24/01/2011 08:57
Hoje comprei o jornal e lá estava a dita matéria. Gostei do resultado e a publico, na íntegra, aqui:
YouTube vira uma espécie de escola e os chamados tutoriais fazem sucesso
Carolina Vicentin
Publicação: 24/01/2011 08:57
Glauber Rocha falava de cinema quando disse que “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” eram o bastante. A célebre frase, no entanto, parece profecia. Quase trinta anos depois da morte do cineasta, uma ferramenta despretensiosa democratizou a ciência do vídeo e se tornou responsável pela maior parte do tráfego de bits na internet. O YouTube, que fará seis anos em 2011, tem espaço para tudo e, com sua imensa generosidade, acabou criando a política do “faça você mesmo” virtual.
Não há nada que não possa ser aprendido no site: fazer nó de gravata, trança embutida, passarinho de origami, fuxicos de tecido, maquiagem ou trabalhos acadêmicos (com e sem qualidade); instalar programas, tocar instrumentos e como preparar toda sorte de pratos e receitas estão contemplados no site. Isso sem falar nos tutoriais mais curiosos: “Como fazer uma bomba-relógio com bexiga e gelo seco”, por exemplo, já teve quase 100 mil exibições. Bem menos do que os 400 mil views de “Como fazer um homem se apaixonar”.
“Nos últimos anos, as pessoas descobriram que podem produzir conteúdo on-line, seja ele relacionado à história pessoal ou profissional do indivíduo. Isso começou com os blogs, fortaleceu-se com os fotologs e atingiu outro grau de evolução com o vídeo”, afirma Sidnei Oliveira, consultor de tecnologia e especialista em gerações. Sidnei acredita que o YouTube se tornou um padrão para a publicação de conteúdos e que o site deve se fortalecer como um novo canal de comunicação.
A publicitária Priscila Paes soube aproveitar o recém-nascido nicho. Há dois anos, ela publica na rede vídeos em que dá dicas de cabelo e maquiagem, ensinando as internautas a fazer em casa o que, até pouco tempo atrás, só podia ser feito nos salões de beleza. “Eu sempre gostei de maquiagem e procurava na internet informações sobre isso. Encontrava fóruns com comentários e imagens, mas pouca coisa em vídeo”, conta Priscila, que produz os tutoriais sozinha, falando a uma câmera apoiada em um tripé e editando o material.
Hoje, o hobby da publicitária virou profissão. Ela mantém o site www.passandoblush.com.br e um canal no YouTube, tudo com apoio de empresas de cosméticos e acessórios. Os tutoriais de Priscila já foram vistos por cerca de 4 milhões de usuários, que acabam inspirando a realização de novos vídeos. “Eu recebo muitos pedidos, acompanho as tendências e tenho um retorno bastante positivo. As pessoas ficam satisfeitas, percebem que a maquiagem não é um bicho de sete cabeças e que não é mais necessário pagar um maquiador”, diz.
É o que incentiva a designer Virgínia Soares, 27 anos, a consultar o YouTube sempre que o assunto é produção visual. “Eu leio blogs de referência no assunto, mas os vídeos são muito esclarecedores. Se tenho alguma dúvida,
sobre como fazer um olho esfumaçado, por exemplo, é só jogar no YouTube que a explicação aparece”, observa. “Eu passei a usar melhor os produtos de beleza que eu comprava”, completa. Virgínia também usa o site para conferir a opinião de outros internautas. “Sempre presto atenção nos comentários e, se eles não forem bons, não adoto a técnica.”
O esquema colaborativo também estimula Caio Novaes, criador do canal Ana Maria Brogui, em referência à apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga. Caio se inspira na preferência dos usuários para montar seus “programas” virtuais. Até agora, criou 15, que foram assistidos por, aproximadamente, 1 milhão de pessoas. “Antigamente, eu apenas colocava a receita na internet, mas percebi que muita gente não fazia o prato por achar que era muito complicado. Então resolvi mostrar que, mesmo alguém sem qualquer experiência, como eu, poderia ter sucesso na cozinha”, explica Caio, que ensina a fazer coisas tão diversas como estrogonofe, prestígio (sim, o chocolate) e uma bebida similar à Smirnoff Ice.
Os programas de Ana Maria Brogui também têm um quê de humor. Em um deles, por exemplo, Caio tenta abrir um coco usando uma faca de cozinha. “A ideia inicial é simplesmente cozinhar, o resto ocorre naturalmente. Gosto de mostrar que uma pessoa toda atrapalhada é capaz de fazer algo bonito, e essa é a intenção. A diversão que o vídeo gera fica como um bônus para quem assiste”, brinca.
Negócio sério
Há tutores, no entanto, que levam a plataforma virtual bastante a sério. É o caso do guitarrista Marcelo Barbosa, que criou o projeto Guitarosofia, uma série de 15 aulas com 10 minutos cada. Marcel contratou um cinegrafista e um editor de imagens para montar o material. “A ideia era dividir um pouco do meu conhecimento com as pessoas que gostariam de frequentar a minha aula, mas não têm condições, seja por questões financeiras ou geográficas”, ressalta. “Ao mesmo tempo, queria divulgar a minha escola e, por que não, o meu nome como guitarrista.”
O músico adota o estilo despojado, falando sem roteiro em frente às câmeras. “A aula é dada como se eu estivesse na frente do aluno, falando naturalmente. Às vezes, até gaguejo ou paro para pensar o que vou dizer”, detalha. A série de Marcelo já alcançou 75 mil exibições e vai virar um DVD. Músicos são, inclusive, um dos grupos mais adeptos aos tutoriais, mesmo os artistas profissionais. O bandolinista Rafael Bandol, 28 anos, assiste a vídeos no YouTube quase todos os dias, não para aprender a tocar seu bandolim, mas para captar detalhes de canções de outros instrumentistas. “O site é uma ferramenta muito importante, dá acesso a informações que não vêm no CD, como a disposição das coisas no palco”, exemplifica.
Para Marcelo e Rafael, os vídeos não substituirão o papel dos professores de música. “Claro que os tutoriais são excelentes, eu mesmo aprendi a editar vídeos e noções básicas de Corel Draw. A grande desvantagem é o fato de não ser interativo”, diz. “Mas eu sou um fã da aula individual e personalizada. O video é um só para todos, enquanto um bom professor conhece seus alunos, sabe os pontos fortes e fracos de cada um e usa isso no processo de ensino”, aponta Marcelo.
Galinha dos ovos de ouro
O YouTube foi criado em fevereiro de 2005 por dois amigos em uma garagem de São Francisco, na Califórnia. Chad Hurley e Steve Chen queriam desenvolver uma ferramenta que facilitasse o compartilhamento de vídeos entre seus amigos, até então demorado por conta do peso dos arquivos. Quase dois anos depois da invenção do site, a dupla vendeu a ideia para o Google por US$ 1,65 bilhão.
Não há nada que não possa ser aprendido no site: fazer nó de gravata, trança embutida, passarinho de origami, fuxicos de tecido, maquiagem ou trabalhos acadêmicos (com e sem qualidade); instalar programas, tocar instrumentos e como preparar toda sorte de pratos e receitas estão contemplados no site. Isso sem falar nos tutoriais mais curiosos: “Como fazer uma bomba-relógio com bexiga e gelo seco”, por exemplo, já teve quase 100 mil exibições. Bem menos do que os 400 mil views de “Como fazer um homem se apaixonar”.
“Nos últimos anos, as pessoas descobriram que podem produzir conteúdo on-line, seja ele relacionado à história pessoal ou profissional do indivíduo. Isso começou com os blogs, fortaleceu-se com os fotologs e atingiu outro grau de evolução com o vídeo”, afirma Sidnei Oliveira, consultor de tecnologia e especialista em gerações. Sidnei acredita que o YouTube se tornou um padrão para a publicação de conteúdos e que o site deve se fortalecer como um novo canal de comunicação.
A publicitária Priscila Paes soube aproveitar o recém-nascido nicho. Há dois anos, ela publica na rede vídeos em que dá dicas de cabelo e maquiagem, ensinando as internautas a fazer em casa o que, até pouco tempo atrás, só podia ser feito nos salões de beleza. “Eu sempre gostei de maquiagem e procurava na internet informações sobre isso. Encontrava fóruns com comentários e imagens, mas pouca coisa em vídeo”, conta Priscila, que produz os tutoriais sozinha, falando a uma câmera apoiada em um tripé e editando o material.
Hoje, o hobby da publicitária virou profissão. Ela mantém o site www.passandoblush.com.br e um canal no YouTube, tudo com apoio de empresas de cosméticos e acessórios. Os tutoriais de Priscila já foram vistos por cerca de 4 milhões de usuários, que acabam inspirando a realização de novos vídeos. “Eu recebo muitos pedidos, acompanho as tendências e tenho um retorno bastante positivo. As pessoas ficam satisfeitas, percebem que a maquiagem não é um bicho de sete cabeças e que não é mais necessário pagar um maquiador”, diz.
É o que incentiva a designer Virgínia Soares, 27 anos, a consultar o YouTube sempre que o assunto é produção visual. “Eu leio blogs de referência no assunto, mas os vídeos são muito esclarecedores. Se tenho alguma dúvida,
sobre como fazer um olho esfumaçado, por exemplo, é só jogar no YouTube que a explicação aparece”, observa. “Eu passei a usar melhor os produtos de beleza que eu comprava”, completa. Virgínia também usa o site para conferir a opinião de outros internautas. “Sempre presto atenção nos comentários e, se eles não forem bons, não adoto a técnica.”
O esquema colaborativo também estimula Caio Novaes, criador do canal Ana Maria Brogui, em referência à apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga. Caio se inspira na preferência dos usuários para montar seus “programas” virtuais. Até agora, criou 15, que foram assistidos por, aproximadamente, 1 milhão de pessoas. “Antigamente, eu apenas colocava a receita na internet, mas percebi que muita gente não fazia o prato por achar que era muito complicado. Então resolvi mostrar que, mesmo alguém sem qualquer experiência, como eu, poderia ter sucesso na cozinha”, explica Caio, que ensina a fazer coisas tão diversas como estrogonofe, prestígio (sim, o chocolate) e uma bebida similar à Smirnoff Ice.
Os programas de Ana Maria Brogui também têm um quê de humor. Em um deles, por exemplo, Caio tenta abrir um coco usando uma faca de cozinha. “A ideia inicial é simplesmente cozinhar, o resto ocorre naturalmente. Gosto de mostrar que uma pessoa toda atrapalhada é capaz de fazer algo bonito, e essa é a intenção. A diversão que o vídeo gera fica como um bônus para quem assiste”, brinca.
Negócio sério
Há tutores, no entanto, que levam a plataforma virtual bastante a sério. É o caso do guitarrista Marcelo Barbosa, que criou o projeto Guitarosofia, uma série de 15 aulas com 10 minutos cada. Marcel contratou um cinegrafista e um editor de imagens para montar o material. “A ideia era dividir um pouco do meu conhecimento com as pessoas que gostariam de frequentar a minha aula, mas não têm condições, seja por questões financeiras ou geográficas”, ressalta. “Ao mesmo tempo, queria divulgar a minha escola e, por que não, o meu nome como guitarrista.”
O músico adota o estilo despojado, falando sem roteiro em frente às câmeras. “A aula é dada como se eu estivesse na frente do aluno, falando naturalmente. Às vezes, até gaguejo ou paro para pensar o que vou dizer”, detalha. A série de Marcelo já alcançou 75 mil exibições e vai virar um DVD. Músicos são, inclusive, um dos grupos mais adeptos aos tutoriais, mesmo os artistas profissionais. O bandolinista Rafael Bandol, 28 anos, assiste a vídeos no YouTube quase todos os dias, não para aprender a tocar seu bandolim, mas para captar detalhes de canções de outros instrumentistas. “O site é uma ferramenta muito importante, dá acesso a informações que não vêm no CD, como a disposição das coisas no palco”, exemplifica.
Para Marcelo e Rafael, os vídeos não substituirão o papel dos professores de música. “Claro que os tutoriais são excelentes, eu mesmo aprendi a editar vídeos e noções básicas de Corel Draw. A grande desvantagem é o fato de não ser interativo”, diz. “Mas eu sou um fã da aula individual e personalizada. O video é um só para todos, enquanto um bom professor conhece seus alunos, sabe os pontos fortes e fracos de cada um e usa isso no processo de ensino”, aponta Marcelo.
Galinha dos ovos de ouro
O YouTube foi criado em fevereiro de 2005 por dois amigos em uma garagem de São Francisco, na Califórnia. Chad Hurley e Steve Chen queriam desenvolver uma ferramenta que facilitasse o compartilhamento de vídeos entre seus amigos, até então demorado por conta do peso dos arquivos. Quase dois anos depois da invenção do site, a dupla vendeu a ideia para o Google por US$ 1,65 bilhão.
11 de janeiro de 2011
8 de janeiro de 2011
Letras 52
Coisas que a vida ensina depois dos 40
Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
© Artur da Távola - 1936/2008
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