Na sexta o equipamento já estava sendo montado.
Como disse no post de sexta, a confirmação do show de abertura do Guns só veio na sexta à tarde. Apesar do primeiro contato da produção comigo ter sido há mais de duas semanas eu não havia mais ouvido falar do show e devido a isso, já estava certo de que não iria acontecer. Na verdade, eu nem havia comentado com ninguém da banda sobre isso, como era apenas uma possibilidade, não queria criar expectativas em vão. Por este motivo, quando liguei para avisar do show, todos ficaram relutantes em acreditar. Achavam que eu estava brincando, até por causa da forma como eu avisei. Foi algo do tipo:
- Oi Michel. Você vai no show do Guns domingo?
- Pô... acho que não.
- Agora você vai ter que ir, porque nós faremos a abertura.
Rs...
Fazendo um parêntese, há uns anos eu conheci o Ron Thal, guitarrista atual do Guns, na Namm Show em Los Angeles. Foi um papo rápido e ele ainda não havia entrado na banda. Quando soube da vinda do Guns mandei um email para ele, tentando marcar um workshop ou algo parecido no GTR. Como pensei, não obtive resposta até domingo passado, onde ele respondeu que era impossível conciliar qualquer evento com a agenda do Guns, que é super louca, corrida e muda toda hora. Respondi novamente agradecendo pelo email e ficamos de marcar algo quando o Guns não estivesse em tour. Na sexta quando o nosso show foi confirmado, mandei mais um email contando a novidade e dizendo pra ele o horário da nossa passagem de som. Marcamos de nos encontrar lá.
Eu e Ron "Bumblefoot" Thal na Namm de 2006 (California), antes dele ter entrado para o Guns
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Ron, eu e MB-1, na passagem de som do Khallice.
Como o Khallice não tem mantido uma agenda de shows constante a primeira dificuldade era conseguir ensaiar ao menos duas vezes antes do show. Marcamos sábado e domingo em meu estudio e tive mais uma vez um final de semana mega punk. Show sexta e sábado com a Zero10 até de madrugada e ensaio no sábado à tarde e domingo ao meio dia.
Chegamos no ginásio às 15 horas e depois de fazer o credenciamento da equipe técnica e receber as instruções dos produtores ficamos assistindo a passagem de som da banda do Sebasthian até a 16 e alguma coisa, quando começamos a montagem do nosso backline. Adoro tocar em shows grandes em Brasília, pois isso permite que eu leve todo o equipamento que eu quiser/precisar. Quem não gosta tanto assim é o Bruno, meu roadie, que tem que carregar as duas caixas 4 X 12 e a cabeça do Orange, que não são nada leves.
Tudo correu perfeitamente bem. Passamos o som com calma e tranquilidade e a banda estava soando muito bem no palco. Claro que para o publico, havia uma limitação imposta por eles, bem comum em shows de abertura de bandas grandes. Nosso som não poderia passar de 104 dbs de volume. Eles fazem isso basicamente pra garantir algum impacto sonoro na entrada da banda principal. Sempre achei isso uma idiotice, mas enfim...
Ah! Um detalhe interessante é o seguinte: ontem foi dia 7 de março e EXATAMENTE há dois anos, no dia 7 de março de 2008, nós estávamos no Rio de Janeiro, abrindo o show do Dream Theater. Qual a possibilidade de cair exatamente no mesmo dia? Uma em trezentos e sessenta e cinco... rs
Ok, fiquei depois da passagem de som papeando com o Ron. Apresentei o Neto pra ele e ficamos conversando por algumas horas. Ele me mostrou o seu equipamento e a famigerada guitarra double neck, com um braço fretless e outro normal da Vigier. Sujeito super bacana. Conversamos rapidamente com os guitarristas do Sebastian, todos muito legais.
Ron, sem rosto, me mostrando a double neck.
Nosso show estava marcado pras 20:00 horas mas foi mudado pra 20:30. Tocamos 30 minutos pra mais de vinte mil pessoas e, como de costume, fomos muito bem recebidos pelo público. Assim que o nosso show terminou o Ron me aguardava ao lado direito do palco e depois de nos cumprimentar, me convidou pra assistir o show do Sebasthian do palco. Bom... pq não? Puta show bacana!
Backstage.
Quanto ao show do Guns, apesar do rotineiro atraso foi simplesmente um dos melhores shows que já assisti. Um verdadeiro espetáculo de som, luz, pirotecnia e video. Impressionante mesmo.
Como o nosso camarim era ao lado do do Sebasthian, no final do show ficamos um pouco com eles conversando e bebendo. Aquele cara é uma das maiores figuras que fá conheci. O cara é muito divertido... uma figura mesmo.
Foi bom pra você? Rs
Cheguei em casa quase 4 da manhã, super cansado, mas também realizado. Foi um domingo bem especial. Obrigado à todos que de lá ou de onde estivesse mandaram seus pensamentos positivos e sua energia boa pra gente. Nos vemos em breve!
















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